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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

18/04/2012 19:56

Para pressionar por reajuste, policiais civis param nesta quinta em MS

Nyelder Rodrigues e Luciana Brazil
Dirigente do Sinpol reclama do resjuste proposto e da desvalorização da categoria (Foto: João Garrigó)Dirigente do Sinpol reclama do resjuste proposto e da desvalorização da categoria (Foto: João Garrigó)

Uma paralisação de 24h dos policiais civis no Mato Grosso do Sul ficou definida em assembleia realiza na noite dessa quarta-feira (18), na sede do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol), em Campo Grande.

Com a decisão, delegacias de Polícia Civil de todo o Estado não terão expediente durante toda a quinta-feira (19). Conforme o sindicato, em Campo Grande, apenas os flagrantes serão registrados na Depac Centro.

A paralisação acontece em protesto ao reajuste salarial oferecido pelo Governo do Estado à categoria. A nova contraposta apresentada foi de 9,15%, mas o Sinpol pede reajuste de 25% ao ano até 2014.

Inicialmente prevista para durar 24h, a paralisação também pode se estender por até 48h, até sexta-feira. Uma greve geral não descartada pela categoria.

Amanhã, o Sinpol prevê que cerca de 1300 a 1500 policiais civis se concentrem em frente à Depac Centro, em sinal de protesto. O Estado tem aproximadamente 1800 policiais da categoria.

Valorização - com o 22º pior salário do país e pior do Centro-Oeste, segundo o Sinpol, os policiais civis reclamam da desvalorização da categoria. Atualmente, o salário bruto deles é de R$ 2.142.

Para o vice-presidente da entidade, Roberto Simião, é impossível falar em segurança sem que os reajustes sejam dados dentro das necessidades. “Falam estão investindo em segurança, mas pagam um salário desses”, reclama Simião, ainda dizendo que com o reajuste, o aumento dos gastos para o Governo seria de R$ 1,6 milhão.

Ele ainda também comenta sobre a demanda dos concursos públicos, considera baixa na Polícia Civil do Estado. “Quando tem concurso da Polícia Federal, muitos querem participar porque os salários são bons. Já da Polícia Civil ninguém quer fazer porque o salário é baixo”, afirma.

Já o presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa da Silva, fala sobre a estratégia de usar a paralisação como uma forma de mostrar o trabalho realizado. “Se trabalhando ninguém valoriza nosso trabalho, talvez fazendo a paralisação o Governo reconheça nosso trabalho”, conta.

Operação padrão e tolerância zero - a Polícia Civil realiza desde segunda-feira uma operação padrão com “tolerância zero” aos crimes de menor potencial e contravenções penais.

Conforme o Sinpol, após a paralisação e o retorno das atividades da categoria, a operação se intensificará, atuando no combate à diversas irregularidades, como a venda de CDs piratas e o Jogo do Bicho.

O Sindicato acredita que com tais ações, vai mostrar à sociedade que com as devidas condições de trabalho, os policiais civis podem atuar conforme a lei sempre.



Sem dúvida os POLICIAIS precisam ser valorizados. Se trabalhando não somos valorizados, vamos ser se parando o governo veja nosso valor.
 
Rogerio Soares em 19/04/2012 09:17:12
Quero parabenizar os nossos amigos da PC pela coragem e determinação. Uma grande caminhada começa pelo primeiro passo, acredito que este passo já foi dado.
Grande abraço e não desistam, pois tenho certeza que proposta melhor virá.
 
José Fernandes em 18/04/2012 09:41:50
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