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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/07/2013 15:00

Professor emérito lamenta falta de investimento e situação do HU

Graziela Rezende
Professor emérito lamenta falta de investimento e situação do HU

Integrante da ‘velha guarda da medicina’ e um dos fundadores do Hospital Universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o professor emérito e médico ortopedista Hélio Mandetta, 82 anos, se diz triste com o que o HU se tornou hoje. Em sua opinião, o que deveria ser um local de ensino para acadêmicos da área da saúde, na verdade, se tornou um hospital sempre lotado, sem estrutura e que presta um serviço que os próprios governantes "não dão conta".

“Toda vez que vou lá e fico sabendo de notícias, fico muito triste com o que vejo, principalmente pela superlotação nos corredores. É uma falta enorme de respeito com o ser humano e com os acadêmicos, que fazem um papel que não é o dele. Precisamos de condições para atuar na rede pública, com uma melhor direção, salas de cirurgias, raio-X, laboratórios e estrutura”, diz Mandetta.

Com uma carreira que contabiliza 34 anos de ensino para futuros médicos e ao menos quatro anos na academia de Medicina do Estado, ele garante que a melhoria na saúde somente ocorrerá com a realização de mais concursos públicos e um "plano de socorro" a nível municipal, estadual e federal.

“Fui para o Rio de Janeiro ministrar aulas assim que passei no concurso e então pedi transferência para a cidade onde nasci que é Campo Grande. E aqui operei gente que não tinha nenhum centavo, apenas por amor a medicina, sempre participei de manifestos e vou participar enquanto estiver vivo”, diz ele que estava junto com o pediatra Alberto Rubel, 74 anos e o obstetra Fauzi Adri, 79 anos, durante a manifestação na Capital, ocorrida na manhã desta terça (23).

Sobre uma das principais reivindicações da categoria, que seria a revalidação do exame para a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, o ‘Revalida Brasil’, ele cita uma experiência pessoal.

“Nos anos de 1960 e 1961 fui para os Estados Unidos realizar a residência médica, após fazer um teste de inglês e outro de conhecimentos médicos. E porque agora isso não é feito? Hoje em dia existe teste de qualidade para tudo, cadeira, manteiga e porque não o médico quando chega ao nosso país?”, avalia Mandetta.

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Professor e Doutor Hélio Mandetta, antes destes títulos um cidadão que, na sua fase profissional e pessoal poderia estar gozando do merecido descanso; está nas ruas protestando contra o caos que se instalou na saúde. Em sua extensa vida acadêmica e profissional talvez nunca tenha visto a situação chegar a este ponto. É uma pena que a população, apesar da ignorância dos fatos, opina sem saber o que diz.
 
Maristela Amaral em 23/07/2013 18:52:35
O estrago no HU-UFMS começou quando o filho do DR MAndetta era secretário Municipal de saúde...o filho politiqueiro, também professor na UNiversidade e que estudou no Rio de Janeiro e muito pouco conhece da realidade do MS, a não ser o caminho das suas fazendas... disse que ele, o filhão disse,que arrependia-se de ter a faculdade de Medicina da UFMS o nome de seu pai !!! emérito. Quando Luiz Mandetta era secretário houve epidemia de dengue e de leishmaniose(Calazar) em campo grande. Foi condenado pelo TCU a pagar 7 mil de reais de multa por não ter gasto verba de combate a dengue,,,Ainda è amigo pessoal dos atuais administradores da UFMS e do HU onde trabalhava até pouco tempo e um dos responsáveis pela comissão de intervençao da Sta Casa que elevou divida de 34 para mais de 110 mi
 
Salvador Allende Guimarães em 23/07/2013 18:09:57
Excelente exemplo de médico e professor. Agradeço-o muito p/ ensinamentos não só da área ortopédica, como de cultura geral. Sua frase de 1973 durante uma cirurgia reconstrutiva " não diga defeito e sim deformidade" é uma das lições que repasso aos acadêmicos. Infelizmente pessoas como Dr. Hélio não são indicadas atualmente p/ reitor e muito menos seriam eleitas p/ outras funções públicas. E, pior vão p/ a compulsória como se fosse um deficiente, mesmo participando do contínuo ensinar, ensinar, ensinar e gratuitamente, como fez no inicio do curso de medicina da UFMS.
 
Oswaldo Rodrigues em 23/07/2013 17:10:06
Esse não é o pai do deputado federal Mandetta, que recentemente elogiou seu "amigo de infância", médico muito decente, o Dorsa? Essa família, só por Deus...
 
Pietro Colombeli em 23/07/2013 16:21:21
Durante o tempo que trabalhou na UFMS, com toda sua boa vontade, o caos no atendimento sempre foi o mesmo, a diferença é que naqueles tempos o grampo telefônico era restrito.
 
Tereza Cunha em 23/07/2013 15:20:58
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