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Cidades

Quatro homens e três mulheres formam júri do caso Veron

Por Redação | 03/05/2010 14:10

Quatro homens e três mulheres formam o júri dos três acusados pelo assassinato do líder indígena guarani Marcos Veron, em 2003.

Todos são de São Paulo, uma conquista do Ministério Público Federal, que pediu e conseguiu a transferência do julgamento de Mato Grosso do Sul, alegando que no Estado o preconceito poderia comprometer júri isento em Dourados, origem do processo.

Depois de decidir questões como o pedido de afastamento de 2 procuradores auxiliares na acusação, que foi negado pela juíza Paula Mantovani Avelino, o julgamento de Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde começou efetivamente no período da tarde.

A família de Veron, como a filha Dirce, e amigos da aldeia Takuara, viajaram para acompanhar o júri popular.

A primeira data para o julgamento era 12 de abril, mas foi adiado após o advogado defesa Josephino Ujacow, apresentar atestado médico de psiquiatra pelo afastamento dele do caso por 20 dias.

"O forte preconceito contra os índios em Mato Grosso do Sul pode ser medido por críticas aos indígenas, proferidas pela Assembleia Legislativa do Estado, apenas dois meses após a morte de Veron. Os deputados criticaram o fato de os índios terem enterrado o líder na própria área ocupada, o que ocorreu sob o amparo de uma decisão da Justiça Federal, em resposta a uma Ação Civil Pública do MPF", lembrou o Ministério Público ao justificar o desaforamento.

A acusação sustenta a tese de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, já que o cacique morreu com pauladas na cabeça.

Os capangas também são acusados de tentativas qualificadas de homicídio contra outros seis índios guarani, além de sequestro e fraude processual e formação de quadrilha.

O MPF acusa os envolvidos de tentarem comprar testemunhas e forjar provas.

Segundo a acusação, o grupo guarani liderado por Veron, reivindicava a anexação da área da fazenda Brasília à terra indígena.

Onze pessoas serão ouvidas como testemunhas da acusação, são sete vítimas do ataque. Outras oito pessoas foram arroladas pela defesa.

Produtor rural Jacintho Honório, dono da Brasília do Sul, chegou a ser preso em 2003, mas não foi indiciado.

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