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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

11/12/2009 18:11

Rapaz de 21 anos matou 4 em 1 ano no Los Angeles

Redação

Um rapaz de 21 anos foi preso nessa quinta-feira, em Campo Grande, e confessou que matou quatro pessoas. Todas no bairro Los Angeles e em um ano.

Carlos Henrique Ferreira OCampos, conhecido como Pit Bull, foi preso na casa dele, na frente de dois, dos quatro irmãos. Contra ele havia mandado de prisão temporária expedido pela Justiça a pedido da Polícia Civil, pelo assassinato de Fabrício Falcão Alves, 27 anos.

O crime aconteceu no dia 29 de novembro, domingo, em plena feira do bairro. Testemunhas apontaram à Polícia que os autores eram Carlos Henrique e mais dois rapazes.

Diante dos indícios da participação de Carlos Henrique, a Polícia Civil pediu a prisão dele, que foi decretada pela Justiça. Na casa dele, os policiais apreenderam uma pistola 765 e um revólver calibre 38. As armas de fogo estavam escondidas sob a laje, atrás de uma caixa d'água.

Carlos Henrique não resistiu à prisão e depois confessou que matou Fabrício e também Nivaldo Francisco do Nascimento, 18 anos, o Pequeno, no dia 11 de outubro de 2008; Maurício César Martins, 35 anos, em 26 de abril deste ano e que estava junto do autor dos disparos que mataram Daniel Messa Flores, 19 anos.

Carlos Henrique não tem antecedentes criminais e não é usuário de drogas. Sobre os homicídios, diz que os cometeu porque recebia ameaças. "Não é a minha vida isso. Não é o que gosto de fazer. Mas, se eu não matar eu morro", justifica.

Para a Polícia Civil, o rapaz, em alguns casos, mata para fazer "justiça com as próprias mãos". Ou seja, ele mata pessoas que, na visão dele, fizeram algo errado. De acordo com a Polícia Civil, Carlos Henrique não julga errado a atitude dele.

Na feira -O último crime cometido por Carlos Henrique foi em plena luz do dia, na feira do bairro, sendo testemunhado por muitas pessoas. Fabrício, a vítima, estava na fila para comprar sorvete com a namorada e uma amiga, quando os autores atiraram.

Ele correu, recebeu mais tiros e caiu em outra rua. Foram seis tiros. O último, no queixo, de baixo para cima. Fabrício já estava caído. Segundo a Polícia, esse último tiro foi dado para confirmar a morte. Conforme a Polícia Civil, isso demonstra a clara intenção de matar.

De acordo com a Polícia, Carlos Henrique matou Fabrício porque era ameaçado de morte por ele. O jovem disse ao Campo Grande News que Fabrício já havia atirado na casa dele, porém nenhum o acertou. Sobre o porque de Fabrício querer mata-lo, diz: "Deve ser inveja".

Nivaldo - O jovem foi a primeira vítima de Carlos Henrique. "Foi a convivência na vila, me envolvi em brigas dos outros e passei a receber ameaças", justifica o início da vida no crime.

Segundo a Polícia Civil, Carlos Henrique estava com alguns amigos na mercearia que fica em frente à casa dele, quando um homem chegou em uma motocicleta e deixou a chave no contato. Em seguida, Nivaldo chegou e tentou sair com a moto.

Antes de Nivaldo sair, um dos amigos de Carlos Henrique disse que ele [Nivaldo] era o responsável pelos tiros disparados na casa dele. Diante das duas situações, Carlos Henrique disparou três tiros em Nivaldo e o amigo, quatro.

Maurício -A vítima manteve um relacionamento amoroso com a irmã de um conhecido de Carlos Henrique. A mulher reclamou a conhecidos que Maurício a estava ameaçando porque não aceitava o fim da relação.

Uma das pessoas que sabia da situação era Carlos Henrique. Três dias depois, o jovem foi avisado do local onde Maurício estava. A vítima foi tirada de casa e morreu alguns metros depois, na rua. De acordo com a Polícia Civil, Maurício chegou a pedir para não ser morto. "Foi mais pela amizade", justifica o autor.

Daniel - Na versão de Carlos Henrique, ele não matou Daniel."Eu só estava junto, não tenho nada a ver", diz. Conforme a Polícia, a arma usada no crime pertencia a Carlos Henrique, que sabia que Daniel seria morto.

Segundo a Polícia, além do autor dos disparos, o jovem também estava com uma arma de fogo no momento do crime.

Servente -Carlos Henrique conta que trabalha como servente de pedreiro desde os 16 anos. Com as mãos calejadas e a pela queimada pelo sol, ele relata que ganha cerca de R$ 500 mensais."Tenho orgulho do que eu faço".

Com o dinheiro, ele tem que sustentar a filha de sete meses e a esposa, com quem convive há três anos. A mãe dele, também ajuda no sustento. O jovem morava com a esposa e a filha na casa da mãe.

Ele afirma que não é usuário de drogas. "Mas já experimentei maconha quando era menor e não quis mais".

Sobre a prisão, diz que está arrependido. "Me arrependo muito. Não queria dar isso para minha família, mas fui obrigado".

De acordo com a Polícia Civil, Carlos Henrique disse que a pistola que tinha ganhou por intermédio de um presidiário. Conforme a Polícia, o rapaz dizia que era ameaçado de morte e então recebeu a arma de fogo.

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