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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/12/2011 13:29

Saque de benefício reforça que cacique não foi executado em ataque

Fabiano Arruda

Polícia Federal acredita ser mais um elemento que desmonta informação de que líder indígena estaria morto

PF afirma que restam mais evidências de que Nisio esteja vivo do que morto. (Foto: Divulgação/Cimi)PF afirma que restam mais evidências de que Nisio esteja vivo do que morto. (Foto: Divulgação/Cimi)

O saque de benefício em nome do cacique Nisio Gomes, 59 anos, no dia 14 de dezembro, em Brasília (DF), é mais um elemento de que o líder indígena não foi morto no ataque contra o acampamento Guayviri, em Aral Moreira, no dia 18 de novembro.

É a linha que a Polícia Federal segue, apegada ao fato, estritamente, levando em conta que o cartão do benefício é pessoal e a senha individualizada, porém, sem descartar que o saque possa ter sido feito por outra pessoa.

A PF deve finalizar relatório sobre o caso nesta quinta-feira e previsão é que o inquérito seja concluído até semana que vem.

A Federal trata o caso de Nisio como desaparecimento e, por conta disto, segue com buscas na região.

“Referente ao Cacique Nisio Gomes, até o presente momento, a Polícia Federal ainda o considera desaparecido, até mesmo porque restam mais evidências de que ele esteja vivo do que morto”, diz trecho de nota divulgada ontem pela PF.

No texto, a Polícia afirma também que quatro fazendeiros, um advogado, dois administradores de empresa de segurança e mais três seguranças, totalizando dez pessoas, foram indiciados por envolvimento no ataque ao acampamento Guayviri. Os nomes não foram divulgados.

Indígenas afirmaram, à época, que o cacique foi executado e seu corpo foi levado por fazendeiros da região. Como a PF diz o contrário, o filho de Nisio, principal testemunha, foi indiciado por denunciação caluniosa. Ele foi colocado sob proteção policial desde o dia que começaram as investigações.

Todos os suspeitos estão soltos. Três chegaram a ficar presos, mas foram liberados. A PF também pediu a prisão dos outros apontados como envolvidos, o que foi rejeitado pela Justiça.



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