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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

30/04/2014 09:38

Sem solução hoje, índios ameaçam retomar invasões em Sidrolândia

Aliny Mary Dias
Área foi palco de conflitos que terminou com morte de indígena em maio do ano passado (Foto: Arquivo)Área foi palco de conflitos que terminou com morte de indígena em maio do ano passado (Foto: Arquivo)

Chega ao fim nesta quarta-feira (30) o prazo do acordo entre índios e Ministério da Justiça para a compra das terras que compõem a Reserva Indígena Buriti, situada em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Com o fim da “trégua”, os indígenas podem decidir por "novas retomadas" na próxima semana.

O impasse envolvendo o conflito fundiário, o reconhecimento de terras indígenas e a indenização aos produtores rurais por parte da União tem datas e prazos poucas vezes cumpridos.

Na última visita do assessor do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, a Mato Grosso do Sul, em fevereiro, uma nova data para a resolução dos problemas foi definida para 30 de junho, no entanto, os índios não aceitaram a extensão do prazo e continuam com a data de 30 de abril como prazo final.

O líder indígena Lindomar Terena explica que representante do Ministério da Justiça entrou em contato com as lideranças indígenas ontem (29) para justificar o não cumprimento do prazo. “Eles falaram que receberam o contra laudo dos produtores ontem e que iriam agilizar a análise do documento”, diz.

O documento citado por Lindomar é um relatório feito por uma empresa privada contratada por produtores para que as 15 mil hectares da região fossem reavaliadas. Em um primeiro relatório, o valor ficou definido em R$ 78 milhões, mas o documento dos produtores aponta um valor de R$ 124 milhões.

Alheios aos números e trâmites entre produtores, governo e ministério, os indígenas marcaram para a próxima quarta-feira (7) e quinta-feira (8) a grande Assembleia Terena em Miranda, distante 201 quilômetros da Capital. No encontro que deve reunir mais de 500 índios, os caciques e líderes irão definir as próximas ações.



Esse cara procura de alguma forma, criar instabilidade na Reserva Indígena de Buriti,onde a paz e a tranquilidade reina sob os auspícios da FUNAI. Sugiro a imprensa procurar as verdadeiras lideranças indígenas de Buriti e não ficar a dar ouvidos a um pseudo e teleguiado líder fantasiado de indígena. O que será que a comunidade indígena envolvidas tem haver com o quanto esses fazendeiros vão ganhar de indenização? A preocupação é quando as terras retomadas dos invasores de terras de índio, vão ser demarcadas? Será que os fazendeiros-invasores vão indenizar a comunidade por ter ocupado por tanto tempos terras que não lhes pertenciam?Vamos esperar que o Governo Federal desconte esses valores quando pagar "as indenizações..." PAZ NO CAMPO! DEMARCAÇÃO JÁ !!!
 
Samuel Gomes em 30/04/2014 11:29:44
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