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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

24/04/2014 15:30

Índios rejeitam acordo e exigem solução para conflito em 6 dias

Aliny Mary Dias
Terra Buriti tem 15 mil hectares que comprendem 31 fazendas (Foto: Arquivo)Terra Buriti tem 15 mil hectares que comprendem 31 fazendas (Foto: Arquivo)

O impasse envolvendo a Reserva Indígena Buriti, área de 15 mil hectares palco de conflito entre produtores rurais e índios em Sidrolândia, está previsto para terminar em junho. Essa é a data consenso entre ruralistas e representantes do Ministério da Justiça, mas, para os indígenas, o acordo nunca existiu e a data limite para a resolução do impasse é 30 de abril, ou seja, daqui seis dias.

O suposto acordo entre os ruralistas, Governo do Estado e o assessor do Ministério, Marcelo Veiga, ocorreu no final de fevereiro, quando o representante veio de Brasília a Campo Grande para acertar o cronograma de ações. Na época, o acordo era de que até 6 de junho todas as 31 fazendas seriam compradas pela União.

No entanto, dois meses se passaram e para os índios o prazo final para resolver os trâmites é 30 de abril e se nada acontecer novas ocupações de áreas serão registradas no Estado.

“Nós nunca aceitamos esse acordo. Na última conversa com o representante do ministro, nós dizemos que nosso prazo é 30 de abril e que se nada acontecer nós vamos fazer retomadas. Os caciques já estão conversando e estamos acertando tudo”, explica Lindomar Terena, líder indígena.

E ao que tudo indica, o prazo dos índios irá terminar, a morte de Oziel Gabriel, ocorrida em 30 de maio do ano passado, irá completar um ano e o problema não será resolvido. Tudo porque há divergências entre a avaliação das terras feita pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Funai (Fundação Nacional do Índio) e o que os produtores acreditam.

Na proposta apresentada pelo Ministério da Justiça, a região vale R$ 78 milhões, já um levantamento paralelo feito por uma empresa contratada pelos ruralistas o valor das 15 mil hectares é R$ 130 milhões.

Na última terça-feira (22), produtores do Estado foram até Brasília apresentar uma prévia do laudo e contestar mais uma vez o valor oferecido pelo Ministério. Os produtores também querem mais detalhes sobre a forma de pagamento da indenização, dinheiro ou TDA (Título da Dívida Agrária).

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Lindomar, não representa e nem é líder indígena da Reserva Buriti e nem está autorizado a falar em nome desses, pois a comunidade fala por si só! Ja está sacramentado que as terras que outrora foi invadida pelo homem branco hoje ja está retomada voltando aos verdadeiros donos,os terenas. Afinal, pela reconquista foi assassinado o indígena Oziel Gabriel cujo nome foi dado a antiga Faz.Buriti, hoje Aldeia Oziel Gabriel.Em relação a essa pendenga, ficará a cargo do governo federal e os latifundiários,cujas negociação envolve interesses financeiros. A reserva indígena Buriti ja não faz parte dessas negociações. Esse tal líder terena Lindomar, fala aquilo que não sabe; o que está em discussão entre INCRA, FUNAI, Fazendeiros e Politicos é o valor a ser pago.Pro índio o caso ja se resolveu!!
 
Samuel Gomes em 24/04/2014 17:13:13
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