A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

22/12/2014 17:15

'Sentar e chorar'. Em MS, 511 mil vivem sob risco de passar fome

Ricardo Campos Jr.
Sobrevivendo muitas vezes com salário mínimo, famílias dão prioridade à alimentação dos filhos. (Foto: Alcides Neto)Sobrevivendo muitas vezes com salário mínimo, famílias dão prioridade à alimentação dos filhos. (Foto: Alcides Neto)
Para Edileuza, satisfação é saber 'que pelo menos meus filhos eu tenho como atender'. (Foto: Alcides Neto).Para Edileuza, satisfação é saber 'que pelo menos meus filhos eu tenho como atender'. (Foto: Alcides Neto).

O número de domicílios em situação de insegurança alimentar média ou grave em Mato Grosso do Sul teve queda de 5,2 pontos percentuais desde 2009, mas no estado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 511 mil pessoas ainda vivem sob o risco de não ter o que comer. É gente que muitas vezes tem que alimentar família com mais de quatro pessoas com um salário mínimo e sobrevive graças à ajuda de parentes e projetos sociais.

A dona de casa Letícia Lemes de Melo, 20 anos, mora com o marido e dois filhos na comunidade Cidade de Deus, em Campo Grande. A renda mensal, segundo ela, gira em torno de R$ 700 que o homem ganha como gari, trabalho que arrumou recentemente após um período desempregado.

“Tem dias que eu tenho que sentar e chorar. Eu não vou sair pedindo de porta em porta. Tem que ir se mantendo com o que pode, pede emprestado para alguém da família que quando tem, empresta. Eu fico esperando doações. Mistura que é difícil. Se vier, bem, se não vier, fazer o que? Fico comendo só arroz e feijão mesmo”, conta ao Campo Grande News.

Uma das filhas da dona de casa Letícia Lemes 'nós adultos damos um jeito, mas crianças precisam de mais nutrientes'. (Foto: Alcides Neto).Uma das filhas da dona de casa Letícia Lemes 'nós adultos damos um jeito, mas crianças precisam de mais nutrientes'. (Foto: Alcides Neto).
Crianças brincam na comunidade Cidade de Deus. Alimentação é garantida por meio de projeto social. (Foto: Alcides Neto)Crianças brincam na comunidade Cidade de Deus. Alimentação é garantida por meio de projeto social. (Foto: Alcides Neto)

O mais importante para o casal é que pelo menos as duas meninas tenham o que comer. Elas frequentam um projeto social no bairro que fornece refeições e reforço escolar às crianças e por vezes entrega sacolão para a família. “Pelo menos as minhas filhas comendo, está ótimo. Nós adultos damos um jeito. Adulto se vira. Se comer um ovo com arroz, está bom, mas as crianças precisam de mais nutrientes”, fala a dona de casa.

Na casa de Edileuza Luiz, 37 anos, a ajuda desse projeto social também é de extrema importância para a família que no total tem cinco pessoas. “No meu caso, a solução mais fácil é trazer as crianças para comer na escolinha”, conta.

Para ela, assim como no caso de Letícia, os pequenos vêm em primeiro lugar. “A minha satisfação é saber que pelo menos eles [filhos] eu tenho como servir”. Quando a situação aperta e o salário do marido, que atua como pedreiro, não é suficiente, o jeito é apelar para a recolha de recicláveis. “É a única forma que tem”.

Crianças da comunidade Cidade de Deus (Foto: Alcides Neto)Crianças da comunidade Cidade de Deus (Foto: Alcides Neto)
Câmara de Vereadores entrega meio milhão de reais em emendas parlamentares
A Câmara Municipal de Costa Rica, a 305 quilômetros de Campo Grande, realiza nesta segunda-feira (dia 11) três sessões, duas delas especiais. Às 14h ...
Município de Itaporã comemora 64 anos de emancipação neste domingo
Conhecido como Cidade do Peixe, Itaporã, distante 227 km de Campo Grande, comemora 64 anos de emancipação neste domingo (10). A prefeitura municipal ...


Agora me digam uma coisa... pra quem esse povo votou? Quanto valeu o voto deles? Uma cesta básica ou 50,00 no bolso? As pessoas têm o que procuram. O problema é que muitas vezes, quem não tem nada com isso acaba pagando o pato junto. A situação tá difícil pra todo mundo, mesmo pra quem tem qualificação e um emprego estável, quem dirá pra quem não tem estudo e nem condições de arrumar um bom emprego. E filhos? Pra que ter filhos, ou mais filhos? Pra aumentar o valor das bolsas que recebem? Pra ver os inocentes passarem necessidades e vontades? Mesmo tendo um grau de escolaridade melhor, tendo um emprego estável e efetivo, não me arrisquei a ter mais de um filho pra não ter que vê-lo passar por situações humilhantes, depender do poder público que nada dá de graça.
 
Mariana Carvalho em 22/12/2014 20:04:36
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions