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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

09/08/2018 11:31

Servidor alvo de ação diz ser inocente e vai depor na semana que vem

Marcão, como é conhecido, é funcionário da Assembleia Legislativa e, durante a operação de ontem, teve o celular apreendido

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Viatura da PM deixa sede do Gaeco, em Campo Grande, durante desdobramentos da operação Grãos de Ouro. (Foto: Marina Pacheco/Arquivo).Viatura da PM deixa sede do Gaeco, em Campo Grande, durante desdobramentos da operação Grãos de Ouro. (Foto: Marina Pacheco/Arquivo).

O servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Marcos Antônio Silva de Souza, conhecido como Marcão, alvo de ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), afirma ser inocente e que, na semana que vem, deve prestar depoimento. Ele deu entrevista nesta quinta-feira (dia 9) na casa de leis.

Na quarta-feira (dia 8), o Gaeco, braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), deflagrou a Operação Grãos de Ouro, que foi às ruas de sete estados para cumprir 136 mandados - 32 de prisão preventiva e 104 de busca e apreensão.

Marcão foi um dos alvos. Nesta manhã, o funcionário disse que a coordenadora do Grupo Especial do Ministério Público, Cristiane Mourão, e um policial foram à residência dele, de onde não foi levado nenhum documento.

De lá, eles foram para a Assembleia Legislativa e também não levaram nada de lá, mas apreenderam o celular do servidor.

"Eu não sei porque estou sendo investigado. Tenho mais de 23 anos de vida pública e nunca respondi a nenhum processo administrativo na vida. Eles [Gaeco] não me adiantaram porque fizeram essa busca e apreensão, só vou saber semana que vem". Segundo o funcionário, o advogado já entrou em contato com o MP e um depoimento foi marcado para semana que vem, provavelmente na segunda-feira (dia 13), à tarde.

Marcos Antônio em foto tirada para o registro da candidatura dele na Justiça Eleitoral, em 2016 (Foto: TSE/Divulgação).Marcos Antônio em foto tirada para o registro da candidatura dele na Justiça Eleitoral, em 2016 (Foto: TSE/Divulgação).

Alegando não saber o que foi atribuído a ele, Marcão respondeu que o cargo é político, portanto, "conversa com todo mundo". Isso quando informaram ao servidor que ele teria sido citado em um diálogo. "Nunca me envolvi em nada de errado", encerra.

Corregedor do Executivo estadual, o deputado Maurício Picarelli (PSDB) afirmou que não vai abrir procedimento contra o servidor, por entender que é uma questão pessoal dele, sem qualquer relação com seu trabalho na Assembleia.

Operação - A ação de ontem surgiu de investigação que identificou prejuízo de pelo menos R$ 44 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul com o esquema de fraudes fiscais mantido por produtores rurais, funcionários da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), caminhoneiros, corretoras e empresas de fachada.



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