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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/06/2011 11:18

Sindicato dos médicos não vai aceitar inversão de papéis com enfermeiros

Paula Vitorino

Sesau garante que não está em discussão inserir entre as funções do enfermeiro a prescrição de medicamentos ou de diagnóstico

“Não somos contrários a atuação da profissão de enfermagem dentro de sua área. Mas o que não vamos aceitar é que o enfermeiro atue dentro da área de responsabilidade médica. Isso seria uma inversão de profissões”, afirma o presidente do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos), Marco Antônio Leite.

A declaração do médico é sobre a normativa do Ministério da Saúde de 2007, que agora está em processo de estudo para ser aplicada em Campo Grande, e que prevê a realização de CE (Consultas de Enfermagem) por enfermeiros em unidades públicas de saúde.

Entre as atribuições autorizadas pela portaria, estão a de que o enfermeiro poderia solicitar exames complementares, prescrever e transcrever medicações, além de emitir um "pré-diagnóstico" para depois encaminhar o paciente para o médico especifico.

Na Capital, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) afirma que as CE já acontecem nas unidades de saúde, realizando a triagem antes do encaminhamento para a consulta médica.

Mas o Sinmed questiona a portaria do Ministério, principalmente, no que diz respeito a permissão para o enfermeiro fazer a prescrição de medicamentos e de exames - desde que estejam fora dos programas básicos de saúde, como pré-natal e diabetes.

“Uma gestante que chega ao posto, por exemplo, já tem os exames básicos, que são padrão. Aí o enfermeiro pode pedir os exames e depois encaminhar para a avaliação do médico”, diz. Segundo o presidente, isso também já é feito dentro da triagem dos enfermeiros nos postos.

Mas a prescrição de medicamentos e de outros exames pelos enfermeiros seria um risco para a população.

“O enfermeiro não foi formado para isso. É um risco para a sua profissão, como também para a população. Cada profissão é uma profissão, não podemos interferir na deles e nem eles na nossa”, afirma.

Marco esclarece que cabe ao enfermeiro fazer a pré-consulta, triagem de pacientes e suporte ao atendimento do médico.

Muleta - Para o presidente do Sinmed, a justificativa da implantação da normatização como uma medida para suprir a falta de médicos e desafogar os atendimentos no serviço público “é um absurdo”.

“Não podemos pensar em resolver a falta de médicos substituindo a sua função por outro profissional. Isso é um absurdo. É tentar resolver um problema e causar outro maior ainda”, garante.

Durante audiência pública na semana passada, o MPE (Ministério Público Estadual) defendeu que a proposta sob a alegação de que além de valorizar a atividade médica, a medida desafogaria a espera no atendimento dos postos de saúde da Capital.

O presidente do Sinmed ainda alerta que a população não deve aceitar ser diagnosticado por um enfermeiro, pois isso é função do médico.

“O paciente deve denunciar ao Ministério Público e ao Conselho de Medicina quando o diagnóstico tiver sido feito por enfermeiros. Eles não foram formados para isso”, diz.

O Sinmed informou que irá encaminhar para a Sesau ainda nesta semana um ofício questionando até onde vai a função do enfermeiro, delimitando quais seriam as funções do profissional segundo a normatização da Capital.

Só após a resposta o Sindicato irá definir quais serão as próximas ações. De acordo com o presidente, a normativa do Ministério da Saúde já foi “anulada” em alguns estados.

Decisões - O secretário de saúde do município, Leandro Mazina, esclarece que a proposta não é aplicar na íntegra a portaria do Ministério da Saúde em Campo Grande, mas criar uma nova normatização adequada “as realidades da região”.

“As adaptações são baseadas nos profissionais daqui e agora dependem da aprovação do Conselho Municipal de Saúde para, então, começar a vigorar”, acrescenta.

Ele afirma que o objetivo é acrescentar algumas funções ao que já é desempenhado pelo enfermeiro na Capital. Mas que não está sendo nem cogitado que o enfermeiro prescreva medicamentos ou faça o diagnóstico de paciente.

Ainda segundo ele, a Capital “tem médicos e por isso algumas determinações da portaria do Ministério da Saúde não são necessárias. Isso se aplica a locais afastados onde não quase não existe médicos”.

O enfermeiro, na Consulta de Enfermagem, já mede a pressão, avalia os sinais vitais, a temperatura do corpo e faz orientações do uso de medicamento e prevenção da saúde.

Com a normativa, ele passará também a fazer o encaminhado do paciente para a especialidade médica específica e para exames específicos dos programas do Ministério da Saúde – diabetes, pré-natal e hipertensão, por exemplo.

“Às vezes o posto está lotado, mas o paciente só quer um encaminhamento para uma especialidade médica ou um exame básico. O enfermeiro vai agiliza esse atendimento”, diz.

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VAMOS LUTAR PELOS NOSSO DIREITO. NOS COMO ENFERMEIRO ESTUDAMOS E ESTAMOS CAPACITADOS PRA OFERECER O MELHOR PARA A POPULAÇÃO. QUERO DEIXAR BEM CLARO QUE A POPULAÇÃO NÃO PRECISA TER MEDO. ELES ESTA AMENDRONTANDO PARA QUE A POPULAÇÃO SENTIR MEDO E INTERVIR JUNTAMENTE COM ELES. A VITORIA E NOSSA!!!
 
maria lucia de oliveira em 29/09/2011 02:25:38
Eu só quero poder exercer minha profissão livremente... Eu estudei 4 anos integral em universidade pública federal, vou fazer especialização, mestrado, etc... Só quero que se cumpra o que está na Lei do exercício profissional 7498/86, pelas resoluções COFEN 358/2009, 371/2007,etc... portarias da Anvisa, e programas de saúde pública... Não estou pedindo muito, só quero que se cumpra a Lei. Serei Enfermeiro, amo o que faço, e só quero fazer o que é privativo a minha categoria. Quanta perseguição!
 
raphael vitorette em 08/07/2011 06:00:29
O que será que o Sr. Rubens da Silva Soares quis dizer com isso??????

"Não se soluciona um problema, criando outro, além que vai aumentar ainda mais a corrupção, sim corrupção por que dai sim havera venda de receitas de toda sorte de remédios,"
 
valmir Nogueira em 22/06/2011 11:37:28
Quem tem que decidir o que o enfermeiro faz ou não com certeza não são os médicos, eles se acham Deuses e só querem o título só pra eles. Tem médico e médico, se for analisar.
 
valmir Nogueira em 21/06/2011 11:58:43
É um absurdo, o Enfermeiro Padrão fazer consultas, o proprío nome já diz a função Padrão,ou seja, atendimento basico o de padrão. Seria o mesmo que o Policia Fazer o Julgamento do preso( salvo engano como os atitadores de elite), é um retrocesso na saúde já que está em estado terminal.
Não se soluciona um problema, criando outro, além que vai aumentar ainda mais a corrupção, sim corrupção por que dai sim havera venda de receitas de toda sorte de remédios, quem sobreviver verá. O que tem mesmo que fazer é humanizar a saúde.
Por que para está patologia, tem sim uma profilaxia que é compromisso com a população.
 
Rubens da Silva Soares em 21/06/2011 11:40:50
KKKK, me desculpem pela risada, só que a piada que o Sr. Rubens da Silva Soares escreveu em seu comentário foi muito boa... gostaria de esclarecer para o Sr. Rubens, e para os demais, que Enfermeiro Padrão não existe e muito menos é Padrão pq sua função é Padrão. As catégorias prevista dentro do serviço de enfermagem são: ENFERMEIRO, TÉCNICO DE ENFERMAGEM e AUXILIAR DE ENFERMAGEM (descrito pelo Cofen tb as parteira). Ou seja, não existe Enfermeiro Padrão; este termo era usado muito antigamente pelas pessoas leigas. Outro fator que gostaria de esclarecer é que Enfermeiro não prescreve medicamentos, apenas transcreve aqueles medicamente preconizados pelo Ministério da Saúde e que são distribuidos gratuitamente em Postos de Saúde; portanto, se ocorre ou ocorrerá venda de receita de medicamentos (ou até mesmo de atestado médico) isto será por parte que alguns médico sem escrúpulos; digo alguns médicos pq conheço e sou amiga de muitos médicos que jamais faria isto é que conhecem e valorizam muito o enfermeiro e sua profissão.
 
Priscila Cristiane em 21/06/2011 09:43:28
Fico surpresa de perceber que muita gente ainda não sabe o que é ser "ENFERMEIRO", suas atribuições e competências. Há profissionais e profissionais em todas as áreas. E para quem imagina que queremos tomar os lugares de médicos, tenho só uma coisa a dizer: estão equivocados, só queremos atendimento de qualidade, com conhecimento científico, humanizado e com respeito ao paciente.
 
Pricila Procopiou em 21/06/2011 07:01:04
Acho que tem coisa mais importante para ser discutida, como por exemplo a carga horaria de 30 horas semanais para enfermagem. Por que essa profissao tao nobre é tao penalizada com carga horaria desumana e salarios mais ainda? Alguns profissionais da enfermagem precisam ter 2 e ate 3 empregos para poder sustentar a familia. Cade as autoridades que veem isso? Voces um dia podem cair nas maos de um enfermeiro sobrecarregado e estafado de tanto trabalho.
 
J Carlos em 21/06/2011 01:46:07
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