A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

07/12/2010 21:56

Situação da UEMS será debatida 5ª feira em audiência na Assembleia

João Humberto

Na próxima quinta-feira (9), às 13h30, na Assembleia Legislativa, professores, acadêmicos, técnicos administrativos da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e deputados estaduais analisam a situação financeira da universidade. Desde que teve sua autonomia retirada por lei estadual em 2008, a instituição vem sofrendo com a falta de recursos.

Nos últimos três anos, a UEMS praticamente teve o orçamento congelado pelo Executivo, embora tenha aumentado o número total de vagas oferecidas à população. Em 2008, o orçamento previsto para a instituição foi de R$ 97 milhões. No ano seguinte, R$ 79 milhões. Já para esse ano, o montante recebido foi de R$ 77 milhões e para 2011 será de R$ 79 milhões.

Em algumas unidades a situação é tão precária que já impossibilita o oferecimento de serviços. É o caso do Cepa (Centro de Educação Profissional de Aquidauana), que oferece cursos de educação profissional, técnico de nível médio e especialização técnica de nível médio.

De acordo com documento da unidade enviado ao governador André Puccinelli (PMDB), o processo de seleção de novos estudantes ainda não foi aberto e não há previsão para realização do concurso. Os salários dos servidores também estão em atraso.

No município de Glória de Dourados, um movimento chamado S.O.S UEMS foi criado por professores, técnicos administrativos e comunidade acadêmica para chamar a atenção para os problemas da unidade. Conforme o grupo, o último repasse feito à instituição ocorreu em fevereiro deste ano.

Indefinição também no campus de Campo Grande, onde não há salas disponíveis para todos os acadêmicos. De acordo com os professores, com a chegada dos novos estudantes, aprovados pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), não haverá estrutura suficiente para os alunos dos anos seguintes. Há problemas também com a falta de laboratórios de línguas, geografia e informática, além da precária biblioteca oferecida aos estudantes.

Para a audiência pública, proposta pelo presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Kemp (PT), foram convidados o reitor da UEMS, professor doutor Gilberto José de Arruda, a secretária de Estado de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes, a secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, Tânia Garib, a presidente da Aduems (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Marina Wenceslau e o presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UEMS, André Luiz Constantino Barbosa.



Isto denota que, quanto mais inculto o povo é, melhor para ser massa de manobra
aos cultos políticos, os quais estudaram em boas escolas particulares e se formaram nas universidades publicas. (que decepção com " os gestores públicos").
 
João Pedro Diniz em 08/12/2010 10:48:23
Espero que desta reunião saia uma decisão positiva que possa ajudar as pessoas de baixa renda em conseguir ter uma educação com mais dignidade, pois, atualmente os jovens e pessoas de classe média abaixo, na sua maioria, estudam em Universidades pagas, pois a pública, fica para quem pode pagar e estudar de dia. O pobre tem que trabalhar e estudar a noite.
Em Campo Grande, a promessa de uma UEMS de verdade, é sonho antigo, sonhado por muitas pessoas e está dificil de se tornar realidade, por falta de boa vontade e iniciativa do poder público e demais autoridades, enquanto isso...o povo sulmatogrossense sofre e paga caro a instrução de seus filhos. Vamos pensar positivo e aguardar 2011 seja melhor para todos!
 
ELIANE DE ARRUDA RODRIGUES BARROS em 08/12/2010 10:03:45
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions