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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

15/06/2018 16:15

Situação das facções nos presídios de MS está sob controle, diz Sejusp

Duas operações escancaram a falta de controle na comunicação das facções, que controlam crimes de dentro das grades

Izabela Sanchez
Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande (Arquivo/Campo Grande News)Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande (Arquivo/Campo Grande News)

De dentro das grades o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa mais forte no Estado, controla crimes diversos, do tráfico ao assassinato. Foi o que escancararam, nessa semana, duas operações deflagradas contra a facção. Questionada, no entanto, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) afirma que a situação das facções dentro dos presídios “está sob controle”.

De janeiro até agora, pelo menos seis pessoas foram julgadas pelo tribunal do crime do PCC (Primeiro Comando da Capital) e condenadas à morte. Nos últimos quatro anos, o total de integrantes da facção espelhados fora de São Paulo cresceu 6 vezes, passando de 3 mil para pouco mais de 20 mil em 2018, conforme apontou recente levantamento do jornal Estadão. Mato Grosso do Sul está na rota.

Nessa semana foram duas operações: a Paiol e a Echelon, a última comandada pela Polícia Civil de São Paulo, resultado de 12 meses de investigação. A polícia descobriu que a cúpula do grupo mantinha contato com bandidos em outros Estados, atuando nos tráficos de armas e drogas.

A corporação foi acionada quando pedaços de manuscritos foram encontrados nos esgotos do Presídio de Segurança Máxima de Presidente Venceslau (SP) por agentes penitenciários. Após a identificação de sete líderes da organização, a equipe policial descobriu a existência da célula “Sintonia de Outros Estados e Países”.

O grupo investigado, ainda segundo a Polícia Civil de São Paulo, é responsável por acirrar a disputa de facções no Brasil, além de envolvimento em homicídios e desaparecimentos de pessoas.

A Sejusp afirma, por meio da assessoria de imprensa, que as operações são uma das ações da área de inteligência da segurança pública. Além disso, também declarou que tem investido em tecnologias que auxiliam a realização das revistas nos presos.

Um dos principais gargalos do domínio das facções é a comunicação por celular. Sobre isso, a Secretaria respondeu que há um projeto de lei que tramita no Senado. “Está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP) 470/18, do Senado, que exige das operadoras de celular o bloqueio de sinal em penitenciárias. Para esse bloqueio, serão destinados recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen)”.

Posição - O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) informou que os mandados de prisão preventiva cumpridos no Presídio Federal de Campo Grande, durante as operações policiais, desta semana, tinham como alvos criminosos que atuavam no PCC (Primeiro Comando da Capital), antes da transferência para a unidade, há cerca de 30 dias.

Ou seja, atuavam na facção de dentro de presídios de responsabilidade do Estado e não de dentro do Presídio Federal, estabelecido como modelo de isolamento para líderes de organizações criminosas no País.

“Em nenhum momento os órgãos de investigação cientificaram o Sistema Penitenciário Federal sobre a prática de qualquer crime dentro da Unidade Penal Federal. Nenhum dos presos foi contemplado com visita ou contato com advogados fora do ambiente de parlatório, atendimentos estes devidamente monitorados e com acompanhamento da Divisão de segurança e dos setor de inteligência da Unidade Penal Federal”, diz a nota da entidade.



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