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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

02/09/2016 11:27

Suspeita de integrar esquema ilegal, empresa diz não ter contratos em SP

Guilherme Henri
Quíron Serviços de Engenharia é uma das empresas alvo na operação SevandijaQuíron Serviços de Engenharia é uma das empresas alvo na operação "Sevandija"

Investigada pela Polícia Federal e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) paulista na Operação "Sevandija", a Quíron Serviços de Engenharia, com sede em Campo Grande, nega que tenha contratos com órgãos do município de Ribeirão Preto.

A empresa é suspeita de estar envolvida em suposto esquema de fraude em licitações que teria desviado R$ 203 milhões dos cofres públicos no município do interior de SP.

Por meio de nota, a empresa confirmou, nesta sexta-feira (2), que policiais federais estiveram ontem (1º) em sua sede localizada na rua São Paulo, no bairro Monte Castelo, para cumprir mandado de busca e apreensão. Ressalta que tem disposição em colaborar com as autoridades policiais nas investigações e que não irá paralisar suas atividades.

Já a Polícia Federal de SP informou, também nesta sexta, que na empresa foram apreendidos documentos diversos, computadores e que, por enquanto, não foram realizadas prisões ou alguma condução coercitiva.

Operação – A Operação "Sevandija", desencadeada ontem (1º) é desdobramento de investigação do Ministério Público Estadual de São Paulo iniciada em julho de 2015. O nome da operação quer dizer "pessoa que vive à custa alheia".

Os desvios milionários, conforme as apurações, aconteciam por meio de fraudes em licitações, contratos e pagamentos. O esquema envolveria servidores públicos e empresas privadas do município do interior de SP e de MS.

Foram cumpridos simultaneamente 13 mandados de prisão temporária e 17 mandados de condução coercitiva - que é quando a pessoa é obrigada a comparecer frente a uma autoridade policial e 48 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos estão o secretário de Educação de Ribeirão Preto, Ângelo Invernizzi Lopes, e o superintendente do Daerp, Marco Antônio dos Santos. Já nos mandados de condução estão nove vereadores, mas a relação dos 17 conduzidos não havia sido informada pelas autoridades paulistas até o fechamento deste texto.

Durante as buscas, foram encontrados e apreendidos valores que somam R$ 320 mil, incluindo dólares e euros, além de 12 veículos de luxo. Em um único endereço foram encontrados e apreendidos R$ 160 mil em dinheiro.

 



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