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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

16/03/2011 19:18

Governador e professores discutem implantação do piso salarial

Paula Maciulevicius

Categoria fez paralisação hoje

Governador esteve reunido com a categoria no fim da tarde. (Foto: João Garrigó)Governador esteve reunido com a categoria no fim da tarde. (Foto: João Garrigó)

Em reunião a portas fechadas, esta tarde, professores da rede estadual de ensino discutiram com o governador André Puccinelli a proposta de política salarial, plano de cargos e carreiras.

A reivindicação é pelo piso e a criação da política salarial do atual governo. A categoria cobra a implantação nos próximos três anos e que a eleição para diretores seja direta já no mês de maio.

Para que o governo acate as reivindicações da categoria, professores fizeram paralisação hoje, data em que a Lei do Piso completa três anos.

“Não delego secretários para ouvir reivindicações, eu vim aqui para escutá-los”, ressalta o governador André Puccinelli antes da reunião, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.

Para o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, a discussão deve ser produtiva. “Queremos definir o índice de reajuste até 2013, com piso salarial e carga horária de 20 horas”, explica o diretor.

A categoria espera ansiosa que o resultado do julgamento da Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4167 , marcada para amanhã, no Supremo Tribunal Federal, seja a favor dos professores.

A Ação foi ajuizada em 2008, para impedir a implantação da Lei do Piso, que institui o piso salarial de R$ 950 e jornada máxima de 40 horas semanais, com limite de 2/3 de carga horária para atividades em sala de aula e 1/3 para planejamento.

O governo de Mato Grosso do Sul foi um dos estados que ajuizou a Ação, junto com Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará e com apoio dos governadores de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Roraima e do Distrito Federal.

Na reunião, Puccinelli foi categórico em afirmar que é contra a destinação de 1/3 da carga horária para o planejamento dos professores. “Eu fui o primeiro a instituir o piso salarial, mas quanto a carga horária escolar, sou contra”, fala.

Para o presidente da ACP (Associação Campo- Grandense dos Professores), Geraldo Alves Gonçalves, o objetivo da reunião é discutir o que não foi atendido. “O governo não ouviu as reivindicações da categoria para 2011 e queremos discutir isso hoje”, resume.

Uma das brigas da Fetems é para que os profissionais possam ter a carga horária para planejamento, fora da sala de aula. O que para o governo significa contratar mais professores para a rede estadual.

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