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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

05/08/2013 09:53

Traficantes conseguem levar 80% das drogas "ao consumidor", estima juiz

Bruno Chaves
De acordo com o juiz, 80% do tráfico passa despercebido pelas polícias (Foto: Cleber Gellio)De acordo com o juiz, 80% do tráfico passa despercebido pelas polícias (Foto: Cleber Gellio)

“Basta sair na rua e jogar um laço”, diz o juiz Federal Odilon de Oliveira sobre as constantes prisões de traficantes e consequentes apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul. No entanto, mesmo com a facilidade de se conseguir interceptar os atravessadores de drogas, o magistrado acredita que as apreensões feitas pela polícia representam apenas 15% do tráfico dos entorpecentes.

De acordo com o juiz, “o que as polícias apreendem representam de 15% a 20% do tráfico, no máximo. Os outros 80% das drogas passam pelas cidades, de qualquer maneira”. Odilon também explica que, atualmente, para escaparem das fiscalizações, as drogas são transportadas em carros pequenos, de passeio, em caminhões que transportam carvão e madeira, e até em bicicletas.

Só no primeiro semestres de 2013,conforme dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Mato Grosso do Sul), 11,2 toneladas de maconha, 569,1 kg de cocaína e 11,9 kg de crack foram apreendidos nas rodovias federais.

Como comparação, nos primeiros semestres dos anos anteriores, a quantidade de apreensões ficou da seguinte maneira: maconha: 15,5 toneladas em 2012, 5,9 toneladas em 2011 e 12,4 toneladas em 2010; cocaína: 2,3 toneladas em 2012, 812,1 kg em 2011 e uma tonelada em 2010; e crak: 117,3 kg em 2012, 36,6 kg em 2011 e 13,81 kg em 2010.

“Maconha e cocaína são as mais comuns”, diz Odilon sobre os entorpecentes que costumam passar pelo Estado. Na maior parte das vezes, essas drogas são fabricadas no Paraguai, na Bolívia, na Colômbia e no Peru. Por causa da localização geográfica do Estado, Mato Grosso do Sul serva de rota comum para a droga.

Entretanto, drogas como anfetaminas, barbitúricos, haxixe, lança-perfume e até pés de maconha são encontradas pelas polícias.

“Mato Grosso do Sul é rota, mas também tem um consumo pesado”, lembrou o magistrado.

Epidemia – Para enfrentar a ação dos criminosos, “uma epidemia”, como avalia o juiz, a ação conjunta entre a PF (Polícia Federal), a PRF e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) é fundamental. “Uma atuação mais intensa”, classifica.

Para Odilon, “a produção vem crescendo e a polícia vai ficando menos preparada com os novos métodos dos traficantes. O contingente policial não aumenta e as condições de trabalho não melhoram na mesma proporção”.

Entretanto, mesmo com a evolução do tráfico, “as policias de Mato Grosso do Sul têm feito um trabalho bom”. A única lamentação do juiz é quanto à atuação do Governo Federal. “Eles [governo] tinham que dar mais estrutura às polícias. Os agentes são bons, desenvolvem um bom trabalho e são qualificados. Eles fazem das tripas ao coração”, afirma.

Fronteira – Uma forma de amenizar o tráfico de drogas em todas as regiões do País, de acordo com Odilon, a fronteira da União deveria receber mais atenção do Governo Federal. “O mecanismo de reprimir e prevenir o tráfico é cuidar das fronteiras, que estão totalmente sem policiamento federal”, pondera.

Umas das formas para que isso seja feito, é fazer com que o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), desenvolvido pelo Exército Brasileiro , que envolve radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados para defender a fronteira, seja colocado em prática.

“Isso está demorando de mais. O Sisfron é a atuação e coordenação das inteligências das polícias. O Exército está preparado para isso. O governo deu um prazo de 10 anos para começar a funcionar e esse prazo está quase todo para ser cumprido”, finaliza.



TEM CONSERTO SIM, É SÓ PROIBIR ÁLCOOL E TABACO, TAL QUAL OUTRAS DROGAS.
 
juraci montanha em 05/08/2013 17:11:45
“Basta sair na rua e jogar um laço”, diz o juiz Federal Odilon de Oliveira sobre as constantes prisões de traficantes e consequentes apreensões de drogas... " Infelizmente esta equivocado nosso respeitável dr. Odilon. Não é assim tão fácil não. Lamentavelmente, aqueles que estão "na linha de frente" desse combate, enfrentam muitas dificuldades, sobretudo nas questões estruturais, sendo este um combate desigual em favor da criminalidade. Também acredito estar errado quando fala em: " ... o que as polícias apreendem representam de 15% a 20% do tráfico... " . Foi muito otimista. Esse percentual, infelizmente é bem menor. Afinal, como "colher frutos" se não se semeia?
 
Fernando Silva em 05/08/2013 12:02:04
Existe a solução para acabar com esta desgraça chamada droga. Só não existe vontade politica. Eles sabem como fazer mas não fazem porque não quer.
 
Ito ribeiro Malta em 05/08/2013 11:44:23
Enquanto houver procura, haverá o tráfico. Para o bandido o risco compensa, eles lucram muito. O problema é que a lei trata o usuário como pobre coitado que precisa de tratamento, mas esses já é o fundo do poço. Quando se fala em dependente químico todo mundo já imagina aquela pessoa na rua, na cracolândia, mas os verdadeiros usuários, que dão lucro ao tráfico são os mauricinhos, as patricinhas que lotam as casas noturnas de Campo Grande, que vão nas raves, que ficam pelos altos da afonso pena, que fazem faculdade, que tem seu trabalho mas usam a droga como diversão no final de semana para relaxar, substituem a bebida pela droga, esses mesmo que são contra violência financiam o tráfico, esses devem ser combatidos, com apreensões policiais, revistas, chamar pais na delegacia, passar vergonh
 
Rafael Santos em 05/08/2013 11:19:07
Não dá pra entender o porque o povo sai de longe pra buscar maconha, sendo que é uma planta com semente, nasce em qualquer lugar, e conforme Gênesis 1:29, basta plantar.
 
juraci montanha em 05/08/2013 11:16:23
O BRASIL, TEM LEI, SÓ NÃO TEM EXECUTIVO E JUDICIÁRIO, NÃO ADIANTA NADA, SOCIEDADE, DEVE COBRAR MAIS DOS POLÍTICOS, ABAIXO DE DEUS, SÃO ELES, OS RESPONSÁVEIS, POR TUDO O QUE OCORRE NOS MUNICÍPIOS, ESTADOS E FEDERAÇÕES, ENQUANTO NÃO TIVERMOS UM EXECUTIVO FORTE, O JUDICIÁRIO, NÃO PODE FAZER NADA JUNTO COM O LEGISLATIVO, O BRASIL, NAS MÃOS DOS EXECUTIVOS(PREFEITOS, GOVERNADORES E PRESIDENTE DA REPÚBLICA), INFELIZMENTE, NÃO TEMOS ESSE POVO.
 
PEDRO BRAGA em 05/08/2013 10:54:36
Enquanto a polícia para os ônibus, pegando pobres coitados formiguinhas que levam pouca droga, mobilizando muito dinheiro de nossos impostos por uma prisão inútil, vão passando carros pequenos que nunca são fiscalizados. Falta prioridades. Os ônibus obviamente só levam pequenos traficantes, enquanto os carros passam lotados de droga.
 
Pedro Henrique em 05/08/2013 10:26:08
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