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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/09/2010 06:26

Tributos causam "guerra" do comércio na fronteira

Redação

A Associação Comercial de Ponta Porã divulga nota em que explica que os recentes protestos e atritos ocorridos na fronteira, como a construção de um meio-fio para impedir acesso às ruas da vizinha Pedro Juan Caballero, tem como motivação a alta carga tributária brasileira.

No início de agosto, apareceram barreiras, que foram chamadas de "Muro de Berlim" e muros para impedir o acesso às ruas de Pedro Juan pelo lado brasileiro. Supostamente, a pedido de comerciantes do município sul-mato-grossense.

A imprensa paraguaia chegou a dizer que o Brasil estaria fazendo operações militares, para intimidar os comerciantes paraguaios. Fiscalizações da secretária da fazenda na fronteira também foram vistos como um ato de agressão, para impedir que turistas fizessem compras no lado paraguaio.

"A nossa luta vem sendo realizada de forma organizada e competente sem nunca partir para o campo da hostilidade com quem quer que seja. O que está ocorrendo são informações errôneas em alguns veículos de informações tanto do lado brasileiro como do lado paraguaio e de algumas pessoas que tentam desestabilizar o nosso movimento veiculando notícias e completamente sem nexo e de forma errada", diz a nota.

A associação comercial garante que não luta contra o comércio do Paraguai, a quem chamam de "hermanos". "A nossa luta é, sim, marcada pela desigualdade nas questões de tributação, ou seja, a nossa carga tributária é tão elevada que não existe forma de competirmos de maneira igualitária para que o nosso comércio sobreviva, pois o mesmo se encontra falido, alguns comerciantes fechando suas portas, postos de gasolina fechados."

Eles também alegam que 10 postos de gasolina em Ponta Porã fecharam as portas, devido à desigualdade dos preços. No lado paraguaio é bem mais barato abastecer e os postos em Pedro Juan são bandeiras da Petrobras, que são isentos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

"O que não faremos é cometer a injustiça de prender produtos para a subsistência dos moradores, do lado brasileiro, que querem e desejam comprar mercadorias no lado do Paraguai", finaliza a nota.

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