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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/03/2009 08:49

Vigilantes fazem apitaço no centro por reajuste salarial

Redação

Cerca de 50 trabalhadores do setor de vigilância estão reunidos na Praça Ari Coelho, no centro de Campo Grande, para protesto por reajuste salarial.

Desde fevereiro, a categoria tenta elevar o salário base de R$ 617,00 para R$ 728,00. Segundo o presidente do SEESVIG (Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância de Transporte de Valores de Campo Grande e Região), Celso Adriano Barbosa, as empresas contratantes propõem um reajuste de apenas 5,9%.

Além do reajuste, a categoria reivindica pagamento do adicional por risco de vida, que conforme o representante da entidade, não é respeitado e pago pelas empresas de segurança. "As empresas estão irredutíveis e alegam que o momento não é propício para um reajuste maior por conta da crise", afirma Celso, ressaltando que no Estado de Mato Grosso a categoria teve o salário elevado em 9%.

Na avaliação dele, os empresários do ramo tentam segurar ao máximo o aumento salarial por conta de lei federal que vai regulametrar o pagamento do adicional de risco de vida, que está em tramitação no Senado.

No Estado, as deficiências na segurança pública dão emprego a 3.800 trabalhadores segundo o SEESVIG, isso fora os vigilantes de rua, não cadastrados, que fazem segurança de bairros. Esses, costumam cobrar por mês a quantia em média de R$ 30,00 por residência.

Outro problema, novamente apontado, são os serviços irregulares de segurança, muito mais baratos, oferecidos por pessoas individualmente ou empresas clandestinas e são risco por falta de preparo para proteger as pessoas e seus patrimônios.

Os ligados ao sindicato, atuam na vigilância de locais como bancos, transportes de valores, shoppings, supermercados e condomínios que contratam as empresas privadas para fazer a segurança local.

Mas são os contratados por agências bancárias os alvos mais comuns de assaltantes. No protesto de hoje, os manifestantes empunham banner com a foto de vigilante que foi rendido durante um assalto a banco, ocorrido no interior do Estado no ano passado, na região norte, para sensibilizar a sociedade sobre os riscos que envolvem a função.

Em defesa da eficiência privada, os trabalhadores usam estatísticas, e defendem que a cada 100 tentativas de furtos em estabelecimentos com sistemas de alarme e vigilância, sejam unidades comerciais ou residenciais, em 94% dos casos essas tentativas são fracassadas

Com faixas e apitos, o grupo vai percorrer a Rua Dom Aquino, Marechal Candido Mariano e Avenida Afonso Pena. O "apitaço" deve chegar ainda as agências bancárias, a partir das 11 horas, e 22 empresas de segurança.

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