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01/09/2019 08:16

As notícias sobre o Alzheimer e a predisposição genética

Mário Sérgio Lorenzetto
As notícias sobre o Alzheimer e a predisposição genética

Os anos se tornam esgotadores para quem têm um familiar com alguma demência. E muito mais para aqueles que pensam que podem herdar alguma dessas doenças do cérebro de seus pais e avós. Mas os casos geneticamente determinados são minoritários e quase sempre surgem muito cedo. Os primeiros sintomas costumam aparecer antes dos 60 anos e há casos em que surgiram aos 40. No caso específico do Alzheimer, menos de 1% são hereditários. Quase inexistentes. Isto significa que mais de 99% dos casos de Alzheimer decorrem de uma interação entre o estilo de vida, fatores ambientais e predisposição genética.

As notícias sobre o Alzheimer e a predisposição genética

Dez milhões de novos casos de Alzheimer por ano.

Enquanto os cientistas buscam uma cura, também investigam o que poderíamos fazer para reduzir a possibilidade de adquirir esse mal. Como atrasar o aparecimento dos 10 milhões de novos casos anuais? A última Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, ocorrida no mês de julho, em Los Angeles, nos trouxe algumas pistas. Nesse conclave foi apresentado um estudo realizado pela Universidade de Exeter que acompanhou 200.000 pessoas na Grã Bretanha durante oito anos.

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Estatinas protetoras.

Consideram que as estatinas podem ter efeitos protetores contra o Alzheimer e demências senis em geral. São usadas em tratamentos efetivos contra o aumento do colesterol no sangue, um dos principais fatores de risco para o Alzheimer. Não se trata de um tratamento curativo, dizem os cientistas, mas reduzem o risco de desenvolver demências senis ou atrasariam seu aparecimento.

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A importância da motivação.

Tem que procurar pela felicidade. Ter esperança e ilusão por viver, por bem desfrutar de tudo que te rodeia. Aqueles que tem propensão por estar continuamente aflitos está diretamente relacionado com o Alzheimer e demais demências senis. Enfermidades mentais como a depressão estão vinculadas a uma maior atrofia - perda de neurônios - em uma região do cérebro denominada hipocampo - porta de entrada da memória.
Cuidado também com a apatia, que muitas vezes é ignorada ou confundida com a depressão. Em verdade, a apatia é a perda de interesse e de emoções. A apatia está presente na metade das pessoas que tem Alzheimer.

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Estimulação mental não acaba na escola.

O incremento dos níveis de educação está associado à maior probabilidade de manter o bom funcionamento cerebral. A estimulação cerebral contínua é chave para que não tenhamos Alzheimer. A recomendação da conferência de Los Angeles é bem clara: ler muitos livros, assistir a palestras e conferências e, se possível, voltar aos bancos escolares para qualquer curso que te agrade.

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A importância das relações sociais.

Está demonstrado que os sentimentos de auto-eficácia e de auto-estima, que conformam a denominada "atividade social", estão relacionados com o bom desempenho das funções mentais. Os estudos mostram que a integração social mais ativa serve para neutralizar o estresse da vida cotidiana e seu efeito neuroquímico (hormonal), que é maléfico para o cérebro.

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