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Cientistas questionam estudo que mostra a ineficácia da cloroquina

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 30/05/2020 07:00
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Mais de 100 cientistas e médicos questionaram a autenticidade de um enorme banco de dados hospitalares que serviu de base ao estudo que mostrou a ineficácia da cloroquina no combate à covid-19. Em uma carta aberta ao editor da revista The Lancet, que publicou esse estudo, pediram que fornecessem detalhes sobre a procedência dos dados e pediram que o estudo fosse validado pela OMS ou por outra instituição.


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Em seis semanas?

Os cientistas que exigem maior transparência desse estudo questionam, inicialmente, o tempo levado para análise da montanha de mais de 96 mil casos analisados. Em apenas seis semanas conseguiram estudar, escrever e publicar o estudo? Também criticaram a metodologia utilizada no estudo bem como a recusa dos autores em divulgar informações sobres os hospitais que contribuíram com os dados dos pacientes. Nem divulgaram os países onde esses hospitais estavam localizados. É um estudo fundamental para impedir o uso da cloroquina sem divulgar dados importantes, afirmam os cientistas que o contestam.


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Surgisphere, a empresa que detêm o banco de dados não é bem avaliada.

A empresa que possui o banco de dados utilizado no estudo que detonou a cloroquina é a Surgisphere, está situada em Chicago e diz dispor de todos os prontuários médicos do mundo. Algo que causa muita estranheza àqueles que desconfiam do estudo. Eles acusam a Surgisphere de não ser bem avaliada uma vez que em hospitais africanos associados a ela, morreram 40% dos internados por covid-19.


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Só para cientistas qualificados.

Os responsáveis pelo estudo afirmam que os acordos contratuais com os hospitais que forneceram os dados os impedem de compartilhar as informações. Esses dados só estão disponíveis para cientistas qualificados para fins de pesquisas. "Nossos fortes padrões de privacidade são um dos principais motivos pelos quais os hospitais confiam no Surgisphere, e conseguimos coletar dados de mais de 1.200 instituições em 46 países", afirmou o comunicado dos responsáveis pelo estudo que mostrou a ineficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina.
O debate sobre a cloroquina parece um zumbi. Está morto, mas está vivo.