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10/01/2017 07:08

Em terra de mudos, o prefeito da retórica é louvado

Mário Sérgio Lorenzetto
Em terra de mudos, o prefeito da retórica é louvado

É interessante imaginar como era a Grécia alguns séculos antes de Cristo. Havia um deus para cada coisa. Tudo ainda estava para ser estudado e compreendido. Aristóteles, por exemplo. É dele o tratado "Retórica", os fundamentos sobre como usar a linguagem como ferramenta de convencimento ou, se preferir, a arte do discurso como forma de persuasão. Claro que não foi Aristóteles quem inventou a retórica. Ele apenas teceu regras que ainda são úteis nos dias que correm.

A retórica surgiu na Sicília. Cinco séculos antes de Cristo, Hiéron, o rei-tirano dessa ilha, proibiu seus súditos o uso da fala. Por algum tempo, a Sicília converteu-se em uma terra de mudos. Corax e Tísia, lideraram a insurgência. Criaram a retórica, libertaram o povo do jugo de um déspota. Mas a retórica só iria ganhar enorme importância na democracia ateniense. O saber falar, para persuadir e convencer, se torna essencial. A retórica encantou os gregos democráticos. Estava presente nas assembleias políticas, nas praças públicas e nos encontros sociais. Antes era a força, a ditadura, a violência, a ignorância daqueles que não sabem argumentar e convencer. Agora, o verbo, a retórica havia vencido, dominava aquele mundo.

Aos políticos, aos gestores públicos e privados deveria ser exigido um diploma de retórica avançada. Eles só sabem esgrimir argumentos bisonhos para vender ideias bizarras. As redes sociais seriam bem diferentes se os participantes conhecessem rudimentos de retórica. Haveria menos confusão, menos gente confundindo opinião com argumento, bate-boca com discussão. Desconhecimento com ilustração. Chamar alguém de burro, comunista, fascista ou qualquer palavra que assuma a forma de xingamento, nada tem a ver com retórica.

Essa não é uma história siciliana ou grega. É a história da Campo Grande de ontem e de hoje. Sai um prefeito com as vestes sicilianas do despotismo, do mandatário que virou mandão. Entra o árabe com as vestes gregas da retórica. Argumenta. Convence. Até agora, vence.

Em terra de mudos, o prefeito da retórica é louvado

Pode não ter sido um iceberg a afundar o Titanic

A história do que aconteceu na noite de 14 de abril de 1912 é bem conhecida de todos: na viagem de inauguração, o Titanic bateu contra um iceberg, ceifando a vida de 1.500 pessoas. Ia para o fundo do mar, o navio que o fabricante fazia propaganda afirmando que "nem o próprio Deus pode afundar".

Surge uma nova teoria. O Titanic teria ido ao fundo por causa de um incêndio nas caldeiras. Essa tese virou um documentário da cadeia britânica Channel 4: "Titanic the new evidence". Baseia-se em fotografias, leiloadas recentemente, que mostram sinais de incêndio no casco do navio poucos dias antes de ir ao mar pela primeira vez, quando ainda estava nos estaleiros de Belfast. Dos estaleiros de Belfast ele foi para o porto de Southampton, de onde singrou para o fundo do mar.

Segundo essa teoria, nos dias que antecederam a quebra da garrafa de champanhe no casco do navio, sua inauguração, ocorreu um incêndio no depósito de carvão, na região das caldeiras que acabaria sendo apagado pelos bombeiros. Mas teria deixado graves danos estruturais no casco do navio.

Durante a navegação, acreditam os especialistas, as caldeiras tiveram de receber mais carvão do que o normal, acelerando de forma imprudente o navio. Quando o iceberg tocou no casco, já fragilizado, foi impossível conter a entrada de água.

Senan Molony, jornalista e escritor, estudou a história desse naufrágio nos últimos 30 anos. Assegura que os sinais de incêndio antes da inauguração do navio são inquestionáveis. Trata-se de uma mancha de 9 metros à estibordo, onde se daria pouco mais tarde, o impacto com o iceberg.

Em terra de mudos, o prefeito da retórica é louvado

Inflação e juros devem cair em 2016 e 2017

A taxa de inflação no Brasil deve reduzir-se em 2016 e 2017 para 6,35% e 4,81%, respectivamente. Essa é a previsão dos economistas consultados pelo Banco Central para elaborar o Boletim Focus. A medida oficial da inflação no país com os números consolidados de 2016, deverá ser divulgada pelo IBGE amanhã, dia 11 de janeiro. Já a projeção dos especialistas sobre o crescimento do PIB permaneceu em 0,50%. O Focus apontou ainda que a Selic, taxa básica de juros da economia, deve fechar 2017 em 10,25% ao ano.



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