Rondon contra a Divisão. As forças que lutaram pela união de MS e MT
Passados 49 anos da criação do Estado de Mato Grosso do Sul, temos a impressão de que a luta pela divisão unificou todos os políticos e principais personagens da história que viviam ou tinham influência neste lado. Não foi assim. Aqueles que não queriam a divisão, lutaram arduamente pela continuidade do Estado unificado. O maior nome dessa vertente foi o do Marechal Rondon. Também vivendo e recebendo votos neste lado, alguns políticos, especialmente os de Paranaíba, postaram-se contra a Divisão.
O “cuiabano” anti-separatista.
Rondon era chamado nesse período de “cuiabano”, como se fosse um xingamento. Devido a sua fama, até mesmo internacional, era difícil para a turma de Vespasiano Martins atacá-lo. Em verdade, usavam de uma informação truncada. O Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, nasceu em 1.865, na Vila de Mimoso, que na época, pertencia a Cuiabá, mas logo depois passaria a ser o município de Santo Antônio de Leverger. Pouco interessava aos políticos do Sul, tinham de responder à uma entrevista que Rondon dera a um jornal de S.Paulo que tivera grande repercussão. Diziam que como “cuiabano”, Rondon só se interessava pelo Norte. A entrevista humilhou os políticos deste lado. Ficaram furiosos. O maior argumento dos divisionistas era o de que o Sul sustentava o Norte, era o mais rico, além de garantirem que os impostos recolhidos no Sul ficavam exclusivamente no Norte.
As “razões” de Rondon para ser contra a Divisão.
Rondon enumerou as “razões “ de seu posicionamento: a) o movimento secessionista só é amparado pelos filhos de outros Estados, que não votam verdadeiro amor a Mato Grosso; b) o Norte do Estado é o mais próspero e não tem interesse em retardar o progresso do Sul; c) o Sul não tem elementos para se constituir em Estado da Federação, não possui recursos econômicos suficientes, estando ainda em fase pastoril; d) os divisionistas não estão apoiados em razões de ordem moral ou material.
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