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Em Pauta

Experimentos nazistas: EUA aproveitaram cientistas de Hitler

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 01/12/2013 07:20
Experimentos nazistas: EUA aproveitaram cientistas de Hitler

Ir à lua com nazistas – a herança dos laboratórios de Adolf Hitler

No final da Segunda Guerra Mundial, os EUA contrataram o maior super estar da ciência nazista para ser o diretor de seu programa espacial. E Von Braun escolheu a dedo 120 pesquisadores especializados em mísseis teleguiados para trabalhar em Fort Blii, no Texas. A equipe logo recebeu um upgrade: mais 380 cientistas alemães. De nazistas nasce o programa espacial norte americano.

A pilhagem desenfreada de ideias e cérebros alemães feita pelos EUA não para aí. Acolheram Hubertus Strughold que foi trabalhar na NASA. Ganhou a fama de “pai da medicina espacial”.

Em um de seus livros Strughold, explica o que acontece a uma tripulação em uma cabine despressurizada a 15 mil metros de altitude: “A menos que tivessem a proteção adicional de trajes pressurizados, eles precisariam recorrer a pequenas reservas de oxigênio do sangue e dos tecidos. Elas durariam cerca de 15 segundos”. Como ele chegou ao tempo de 15 segundos? Trabalhou no campo de concentração de Dachau, onde faziam experimentos com prisioneiros judeus. Um assistente de Strughold se gabava de ser o único médico a conhecer por completo a fisiologia humana porque fazia experimentos com humanos e não com ratos.

Experimentos nazistas: EUA aproveitaram cientistas de Hitler

Experimentos nazistas fizeram a ciência saltar, mas jamais serão repetidos

O uso de cobaias humanas, muito comum na Alemanha nazista, não tinha justificativa ética e há uma grande dificuldade de entender como seres humanos trataram outros seres humanos com tanta crueldade. As cobaias humanas, contudo tinham uma razão prática: ajudar o exército alemão. Pilotos e soldados passavam por situações-limite, como imersão em água gelada, mudanças bruscas de pressão, queimaduras e infecções. Os experimentos eram cruéis, mas alguns produziam resultados significativos: a melhor técnica atual de aquecimento em casos de hipotermia é baseada em dados obtidos nessas experiências.

A ciência norte americana que hoje conta com a maior quantidade de estudos e patentes, deu um salto magnífico com a debandada de cientistas nazistas para os laboratórios dos EUA. Uma época onde a ciência não se alimentava de mentes geniais, muito suor e dinheiro, mas sim de crueldade.

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Experimentos nazistas: EUA aproveitaram cientistas de Hitler

A afirmativa de que as mulheres falam mais é um mito.

Não, as mulheres não falam mais que os homens. A quantidade de “papo de elevador” é inversamente proporcional à felicidade. E quem se diz muito comunicativo nem sempre é feliz. Essas são algumas das conclusões de estudos feitos com dados do EAR – sigla em inglês para gravador ativado eletronicamente.

Desenvolvido em 2003 na Universidade do Arizona, o EAR grava pequenos pedaços das conversas para criar um registro real de como as pessoas falam no dia a dia. A cada 12 minutos, 30 segundos são registrados, equivalente a 5% do tempo que alguém passa acordado.

Os integrantes da pesquisa podem passar de semanas a meses com o aparelho. Quem aceita participar recebe um grande adesivo laranja que diz: “Cuidado, gravando”. Assim, evitam-se problemas de privacidade.

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Quem impulsiona a fala é o contexto social e não o gênero

Quando os dados são analisados, o foco não é no que foi dito, mas sim no contexto. Os pesquisadores tentam entender o local onde a pessoa estava, se tinha companhia, o humor, a quantidade de palavrões e as palavras usadas para “encher linguiça”.

Ao contrário dos questionários, método tradicionalmente usado, o EAR não esquece, não se confunde nem tenta agradar.

Eles descobriram que os solitários são menos felizes, nenhuma novidade. E também que os que falam muito não são felizes como querem fazer crer.

Em outro estudo, derrubaram o mito que diz que as mulheres falam mais. Na verdade, é o contexto social quem manda e não o gênero. As pessoas “matracas” chegaram a falar 47 mil palavras em um dia, 65 vezes mais que os quietos que chegaram à marca de apenas 700 palavras.

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Os ovos da Ana Maria Braga

Ainda não está nos mercados, mas causando muitos comentários a decisão da Ana Maria Braga de associar seu nome a um produto bem típico do campo – os ovos caipiras. Da linha label rouge, os ovos “assinados” pela apresentadora da Rede Globo, são originados a partir de “galinhas felizes”, aquelas que vivem fora de gaiolas, soltas. A empresa que produz os ovos é a Porto Alimentos, localizada no interior paulista. Na propaganda encabeçada pela Ana Maria ela dirá que: “são ovos com alto padrão de qualidade, originados de uma produção sustentável”. Devem estar nos supermercados nas próximas semanas. Boa jogada de marketing.

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