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15/09/2018 09:30

Lançaram a Netflix dos transportes

Mário Sérgio Lorenzetto
Lançaram a Netflix dos transportes

Depois de Seattle e Portland, foi a vez de Los Angeles receber a empresa Migo. Essa empresa, apesar de não ter o nome mais interessante do mercado, oferece um serviço genial para a era da "mobilidade como serviço", que no fundo é uma disponibilidade constante e imediata de transportes a pedido, venha de onde vier.

A Migo funciona como um buscador de apps de transportes. Tem um visual bastante semelhante ao da Uber. Introduz-se a localização e o destino e a Migo identifica quais carros estão por perto, quanto tempo demorarão a chegar e quanto custará.

Também inclui outros meios de transporte além do Uber, como táxis, ônibus, motos, bicicletas e até patinetes (a última moda em grandes centros). Mostra todas as opções possíveis em uma faixa vertical e reflete alterações em tempo real. Permite conectar qualquer opção sem sair do app.

Como é que ninguém tinha lembrado isto? É o app ideal para passageiros. Permite comparar preços, tempo de chegada e de deslocamento. Jeff Warren, gerente da Migo, diz que o aplicativo é o "Netflix dos Transportes", buscando serviço a todo tipo de fornecedor. Tudo indica que ampliarão a prestação de serviços com carros de aluguel. Também sonham com as estradas, os caminhões estão na mira. Por enquanto, só está disponível em 75 cidades dos Estados Unidos. A boa notícia, e o mais provável, é que concorrentes se preparam para disputar esse novo mercado. Se há muito a ser criticado nos novos serviços de mobilidade, há outro tanto a elogiar na forma como viraram as ofertas para algo que realmente beneficia o consumidor.

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Mentiras da história que engolimos sem protestar:

Van Gogh não cortou a própria orelha.

O que nos contaram? A história, repetida até a saciedade, assegura que em 1888 o pintor holandês Vincent Van Gogh, em um ato de loucura, depois de discutir com seu amigo Gauguin, cortou a própria orelha com uma faca. Orelha que mais tarde, envolta em um pedaço de pano, o autor de telas famosas como "Noite estrelada", entregou nas mãos de uma prostituta chamada Raquel.

O que realmente ocorreu? A verdade supera uma épica que inclusive deu nome a um grupo de rock. Segundo Hans Kaufmann e Rita Wildegans, considerados os maiores estudiosos de Van Gogh, em uma entrevista à BBC, afirmaram categoricamente que Gauguin cortou a orelha de Van Gogh em um acesso de loucura misturada com embriaguez. Também esclareceram que foi cortado apenas um lóbulo da orelha esquerda e não ela inteira. A arma utilizada não foi uma faca e sim uma espada. Para proteger (apesar de tudo) seu amigo Van Gogh contou à polícia a versão famosa da auto-lesão.

 

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Iniciaram os debates. Uma boa tirada pode vencer uma eleição.

Enfadonhos. Encaixotados. Com o passar do tempo, os debates políticos brasileiros caíram na mesmice. Mas, nem sempre foi assim, dias melhores podem voltar. Em um debate político, a capacidade de resposta que deixa um oponente sem palavras, pode ser uma arma poderosa. Ganhar uma batalha de inteligência requer qualidades raras - ou pelo menos meio raras. Requer um bom ouvido, um bom timing, um cérebro ágil e uma inteligência.

Quem inaugurou, com sucesso, essa arma foi o britânico Winston Churchill. Foi ele quem entendeu o segredo que havia por trás do que chamam de "debate espontâneo". Foi ele quem desvendou a essência do debate ao afirmar: "todos os melhores comentários improvisados são preparados dias antes". Não há perspectiva de vitória nessa batalha sem uma boa preparação anterior. Não há improvisação.

A capacidade de entregar uma piada afiada era uma das melhores armas de Churchill. Um retorno verbal pode ser tanto um golpe para atacar um oponente quanto um escudo para desviar dos avanços indesejados desse adversário. Mas, talvez mais importante, pode estabelecer a superioridade de um candidato sobre seu rival. No mundo cão-come-cachorro da política, ninguém quer acabar como osso.

Churchill, cuja capacidade de trabalho e sagacidade vigorosa viu a vitória em uma eleição em uma festa que foi parar na imprensa. O líder britânico estava bebendo muito em uma festa em 1946 quando encontrou Bessie Braddock, uma rival trabalhista.

Bessie: "Winston, você está bêbado e, além do mais, está repugnantemente bêbado" - bradou Braddock.

Churchill: "Você é feia, e o que é mais, você é repugnantemente feia". Ele respondeu, e continuou: "Mas amanhã estarei sóbrio e você ainda será repugnantemente feia".

A inteligência de Churchill podia cortar profundamente. Essa abordagem funciona na Inglaterra, teria problemas no Brasil. Uma piada exageradamente sarcástica pode agradar os partidários, mas corre o risco de afastar os eleitores indecisos. Seja como for, uma boa tirada, preparada de antemão, pode vencer uma eleição.

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