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28/01/2019 06:52

Ninguém permanece como rei. A importância da sorte

Mário Sérgio Lorenzetto
Ninguém permanece como rei. A importância da sorte

Quando jovem, existiam teorias sobre a luta de classes e sobre embates entre indivíduos inocentes e corporações monstruosas e poderosas capazes de engolir o mundo. Qualquer um com fome intelectual era alimentado com essas teorias, que foram herdarás da crença marxista de que as ferramentas da exploração eram auto-sustentáveis. Essa fé obtusa dizia que os poderosos ficariam cada vez mais poderosos. Assim, aumentariam a injustiça do sistema. Mas bastava olhar em volta, não precisavam nem de dois olhos, para que se visse que os grandes monstros corporativos morriam como moscas. Ninguém permanece como rei. Nenhuma empresa será grande por muito tempo.

Ninguém permanece como rei. A importância da sorte

Das 500 maiores empresas, 426 faliram.

Pegue uma amostra das corporações dominantes em qualquer momento determinado. Muitas delas terão encerrado as atividades algumas décadas depois, enquanto firmas sobre as quais ninguém ouviu falar, terão surgido no cenário a partir de alguma garagem na Califórnia ou da venda de banha enlatada em São Paulo (os dois exemplos são clássicos da fortuna feita com uma ideia e muita sorte... e nenhum tostão).
Considere a seguinte estatística séria: das 500 maiores empresas norte americanas em 1957, quarenta anos depois apenas 74 ainda faziam parte desse seleto grupo. Poucas haviam desaparecido em fusões. Quase todas haviam falido.

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Capitalismo mata empresas.

É notável que quase todas essas grandes corporações estavam situadas nos Estados Unidos, o país mais capitalista do mundo até há dois anos. Quanto mais socialista fosse a orientação de um país, mais fácil era para os monstros corporativos permanecerem em cena. Por que o capitalismo (e não o socialismo) destruiu esses ogros?
Em outras palavras, se forem deixadas em paz, as grandes companhias tendem a desaparecer.

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A sorte como fator decisivo.

Aqueles a favor da liberdade econômica alegam que corporações bestiais e gananciosas não oferecem ameaça alguma porque a competição as mantém sob controle. O motivo real por trás disso não é a competição, é o acaso, a sorte.
Mas quando as pessoas discutem o acaso (o que fazem raramente), em geral, olham para a própria sorte. Mas não olham para a sorte dos outros, e ela conta muito. Uma corporação pode ter sorte graças a um produto de enorme sucesso e tomar o lugar dos vencedores atuais. O capitalismo é, entre outras coisas, a revitalização do mundo graças à oportunidade de se ter sorte. A sorte é o grande equalizador, porque quase todos podem ser beneficiados por ela. Os governos socialistas protegiam seus monstros e, fazendo isso, matavam novatos em potencial antes mesmo que nascessem. Os socialistas praticavam o "aborto empresarial ".
Tudo é transitório. A sorte criou e destruiu Cartago. Criou e destruiu o mais completo império que a humanidade já viu: o romano.

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A sorte é verdadeiramente igualitária.

A sorte é muito mais igualitária que a inteligência. Se as pessoas forem recompensadas estritamente de acordo com suas capacidades, as coisas ainda seriam injustas - as pessoas não escolhem as próprias capacidades. A sorte possui o efeito benéfico de reembaralhar as cartas da sociedade, derrubando os grandes.



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