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26/01/2019 09:20

O segundo filho tem pior comportamento e estressa

Mário Sérgio Lorenzetto
O segundo filho tem pior comportamento e estressa

A ciência confirmou que os irmãos mais velhos conseguem uma pontuação maior nas provas de inteligência e que, no lado oposto, tendem a padecer mais problemas de saúde. Também foi demonstrado exaustivamente pela ciência que o irmão mais novo consegue mais resultados extraordinários na vida. Alguns dos exemplos coletados pela pesquisa mostram Marie Curie, Bach e Darwin como irmãos mais novos com enorme sucesso em uma imensa lista. A ordem de nascimento no seio de uma família parece influenciar em uma série de fatore, inclusive no tocante à personalidade.

O segundo filho tem pior comportamento e estressa

Segundo filho, o rebelde.

A arraigada suspeita de que os primogênitos são mais obedientes e centrados e os segundos (e sucessivos), mais rebeldes, parece ter fundamento científico. Um estudo publicado em 2017 revelou que " em famílias com dois ou mais filhos, as crianças nascidas em segundo lugar são entre 20% a 40% mais propensos a ser castigados na escola e a cometer penalidades, entrar no sistema penal".
O estudo levado a cabo pelo MIT - Massachusetts Institute of Technology - mostrou que os segundos irmãos apresentam mais problemas de conduta desde os doze anos e até os 21 anos. Os segundos também apresentam uma taxa de encarceramento 40% maior que os primogênitos. Quando se trata de delitos acompanhados de violência, a taxa dos segundos, é maior 36%. A pesquisa nada fala sobre as causas dessas diferenças. Todavia, é comum os pais tratarem os segundos filhos como se fossem bebês por mais tempo. Também é certo que à medida que a família aumenta, tem de repartir os recursos entre mais pessoas, de modo que as possíveis comodidades que o primogênito desfrutou, não é possível para o segundo filho.

O segundo filho tem pior comportamento e estressa

Ter um segundo filho deteriora a saúde mental dos pais.

Um estudo australiano revela novas conclusões sobre os segundos filhos: ao que parece, pioram a saúde mental de seus progenitores. A pesquisa é imensa e longa. Acompanharam 20.000 australianos durante dezesseis anos. A conclusão é clara: o segundo filho gera muito mais estresse que o primeiro, sobretudo nas mães. Apesar de muitas mudanças, elas continuam a dedicar mais tempo que os homens nos cuidados com as crianças. A carga de trabalho recai mais sobre elas.
A chegada do segundo filho incrementa as exigências e, longe de facilitar as coisas, as piora. Mas a pesquisa também trás mas notícias parciais para os futuros pais de segundo filho. Mostra que há uma deterioração da saúde mental do pai, mas em curto espaço de tempo. A longo prazo, o declínio da saúde mental do pai não aparece na pesquisa.
Tudo leva a crer que não é a existência do segundo filho que leva os pais ao estresse, o que falta é a melhor organização das responsabilidades que cada um deve ter.



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