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14/09/2018 09:59

Os candidatos a guarda-chuva e guarda-costas

Mário Sérgio Lorenzetto
Os candidatos a guarda-chuva e guarda-costas

Quem ganhará as eleições no Brasil? O líder é Paulo Guedes. Certamente estará no segundo turno. Nelson Marconi vem subindo nas sondagens. Eduardo Gianetti tomou o elevador para baixo. Pérsio Arida cresce, mas devagar, quase parando. Márcio Pochmann é o mistério do momento, crescerá?
É fundamental começar a conhecer esses candidatos. Em janeiro, o país estará sob o comando de um deles. Não conhece? Nunca ouviu falar? Guedes, Marconi e companhia são "apenas" os candidatos a Ministro da Fazenda de, respectivamente: Bolsonaro, Ciro, Marina, Alckmin e Haddad.
Enquanto os eleitores comuns se divertem com as presepadas dos candidatos à Presidência, esse quinteto conversa com os banqueiros, os grupos de empresários, as associações e sindicatos patronais, universidades e a imprensa especializada. Esses eleitores "especiais" andam muito mais interessados nesse quinteto meio desconhecido e de discurso meio incompreensível para o povo, cheio de números e de siglas, a que se convencionou chamar de "economês". Pouco se interessam pelos candidatos a Presidente, sabem que o futuro do país estará nas canetas de um dos cinco economistas.
A maior surpresa empresarial vem da escolhe de Paulo Guedes. Fundador do Banco Pactual, da Faculdade Ibmec e do think tank Instituto Millenium , é atual presidente da Bozano Investimentos. Guedes têm PhD em economia pela universidade de Chicago. É ele a coluna vertebral de Bolsonaro. Enquanto o candidato fala em armas e simula tiros, assustando até seus mais extremados eleitores, o economista divide-se em maratonas de debates, entrevistas e palestras. Um liberal de "quatro costados", Guedes têm tido muitas dificuldades de convencer esse "eleitorado especial" de que Bolsonaro deixou de ser um estatista, converteu-se para a "fé" dos liberais. Guedes vem afiançando a todos que um possível governo Bolsonaro será o maior amigo das privatizações que o Brasil já viu. Esqueçam de facadas e tiroteios, a sorte do país está hoje nas promessas desses candidatos a Ministro da Fazenda. Todos os demais economistas foram escolhidos pelos candidatos por terem o mesmo entendimento de como funcionará a economia do país.

Os candidatos a guarda-chuva e guarda-costas

Mentiras da história que engolimos sem protestar:

Júlio César nunca disse: "Tú, também, Bruto meu filho".

O que nos contaram? Em 15 de março de 44 a.C., um grupo de senadores, entre os quais se encontrava Bruto (filho de Servilia, amante de César, que sempre gozou da simpatia e proteção desse imperador), apunhalaram o ditador romano até a morte. Momentos antes de falecer, César teria dito a famosa frase: "Tú, também, Bruto meu filho".
O que realmente aconteceu? Efetivamente, Júlio César foi apunhalado várias vezes nas escadas do Senado. Todavia, nunca emitiu essa frase que o mundo inteiro vem lhe outorgando. O fato é que William Shakespeare, em 1599, colocou essa frase na boca de César e a partir daí, tornou-se "um fato verídico". Quem garante é Plutarco, que nasceu em 45 d.C.. Segundo o filósofo grego, César só cobriu a cabeça com o manto quando viu que Bruto estava entre seus assassinos. "Ao ver Bruto com a espada desembainhada, jogou a roupa na cabeça e se prestou aos golpes", relata Plutarco no tomo V de seu livro "Vidas Paralelas". A frase passou a ser reconhecida como o símbolo da traição máxima.

 

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O ouro e o sal da África que sustentaram o progresso da Europa.

Há uma errônea visão de que o ouro e a prata do México, Peru e Brasil sustentaram o progresso da Europa. Essa história começa quando a América não havia sido descoberta. O sal, riqueza equivalente ao ouro, saia do centro do Saara, de Taghaza - esse deserto há milhões de anos tinha sido um mar - e, levado pelos nômades Tuaregs, chegava a Timbuktu, principal cidade do Império Mali (atuais Gana e Mali). O sal determinava a vida ou a morte. Como retinha a água dos alimentos, impedia o desenvolvimento de bactérias. Conservava os alimentos por até um ano. Todavia, o risco do transporte do sal era imenso. Além dos bandidos nas trilhas do deserto prontos a atacar os comboios de camelos dos Tuaregs, ocorriam as tempestades de areia. Com ventos de mais de cem quilômetros por hora, milhares de Tuaregs pereceram nesses caminhos.
Fora do deserto, no Rio Niger, estava depositada uma colossal fortuna. Nada menos de 2/3 do ouro que o mundo já vira foram retirados do fundo desse rio. E essa riqueza era trocada em Timbuktu pelo sal do Saara. A mais rica e populosa cidade do mundo estava na África. Esqueçam as européias, Timbuktu teve a primeira universidade do mundo. Esse centro de aprendizagem contava com mais de 25 mil estudantes. Mansu Musa, seu imperador, talvez tenha sido o governante mais rico da história com seus atualizados US$400 bilhões. O ouro e o sal africanos sustentarão o desenvolvimento da Europa. Principalmente através de mercadores de Veneza.

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