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12/08/2018 09:28

Os segredos do Arquivo do Vaticano serão revelados

Mário Sérgio Lorenzetto
Os segredos do Arquivo do Vaticano serão revelados

Quanto maior a segurança que rodeia um segredo, maior a possibilidade de que alguém invente uma história. Quase sempre sem base alguma, mas essa e a graça do segredo. Um segredo não revelado é sempre mais interessante. E se a instituição a que esse segredo está ligado têm uma história milenária, pouco conhecida, o segredo ganha ainda mais valor.
Durante séculos, o Arquivo Secreto do Vaticano têm sido um dos lugares mais misteriosos do planeta. É gigantesco. Acreditem, têm mais de 85 quilômetros de estantes contendo documentos e livros. Ficam embaixo da "Cortile della Pigna", nos museus do Vaticano, abertos ao público. Guardam doze séculos de documentos. Desde o processo completo contra Galileu ao pergaminho que dissolveu a Ordem dos Templários. Todavia, há aqueles que garantem que esse arquivo guarda provas da existência de extra-terrestres entre nós ou a confirmação de que Jesus Cristo teve filhos com Madalena, e é possível identificar seus descendentes. Vai que existam... ainda que não da forma que gostariam os amigos da conspiração.
O que poucos sabem é que o principal motivo de tanto segredo está na sua ilegibilidade - latim arcaico - e na fragilidade dos papéis e pergaminhos. Milhares deles, talvez milhões não resistiriam a um toque de mão um tanto desastrada. Agora, a igreja de Francisco resolveu acabar com esses segredos. Chamou a Universidade de Roma Tre para digitalize todo o arquivo e ao mesmo tempo, usando inteligência artificial, torne-os legíveis. Formaram um grande equipe multidisciplinar de professores e alunos para essa ingente tarefa. Ainda não há data para o término dessa gigantesca tarefa.

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Livros que te farão gargalhar.

Quem não parou de ler "El Regresso de Reginald Perrin", de David Nobbs porque o riso não o deixava continuar a leitura. É um desses livros que provoca lágrimas, não de tristeza, mas como efeito da risada incontrolável. Procuramos propor uma pequena estante com livros que nos colocam em risco de morte por ataque de riso.
David Foster Wallace nos embarca em um luxuoso cruzeiro pelo Caribe, uma viagem a priori idílica que se tornou um pesadelo e que o autor norte americano nos descreve com maestria em "Algo supuestamente divertido que nunca volveré a hacer". Uma das obras de ficção mais divertida já publicada.
Um clássico desse gênero é "Wilt", de Tom Sharpe. Um livro em que o autor relata as tresloucadas peripécias de Henry Wilt e seus sonhos homicidas. Outra opção para rir muito é "Furo!", de Evelyn Waugh. Tampouco pode faltar nessa seleção "Uma confraria de tolos", de John Kennedy Toole que não a viu publicada. Uma comédia épica e divertida protagonizada Ignatius Reilly, por um dos personagens mais carismáticos da literatura dos EUA. É impossível falar de humor, livros e risadas sem mencionar Groucho Marx, por isso, nessa estante não pode faltar "Memórias de um amante desastrado". E um livro convertido em fenômeno graças ao cinema é "O diário de Bridget Jones", de Helen Fielding. As aventuras e desventuras de uma moça que luta contra uns quilinhos a mais conquistou os risos e os corações de meio mundo.
E uma aposta segura para rir é "O doente imaginário", de Moliére.

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Do conde Sandwich ao capitão Boicot: palavras originárias de pessoas

A etimologia pode ser apaixonante, especialmente quando nos leva a pessoas com uma história e um nome que hoje formam parte de nossa linguagem cotidiana.

Os segredos do Arquivo do Vaticano serão revelados

1.Sanduíche - Um dos alimentos mais populares do mundo, e para alguns estudiosos da alimentação, a maior contribuição britânica à gastronomia mundial, teve sua origem na ludopatia (vício no jogo) de um homem. John Montagu (1718-1792), quarto conde de Sandwich, tinha tamanha obsessão por jogos de cartas que não queria perder tempo com a tarefa de comer. Pedia que lhe levassem somente alimentos que pudessem ser envoltos em dois pedaços de pão e fosse simples de comer. Seus companheiros de jogo começaram a pedir: "o mesmo que Sandwich". E assim começou o nome desse alimento, hoje popular.

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2. Boicote - Quando um poderoso capitão irlandês rechaçou melhorar a vida dos trabalhadores de sua fazenda, o presidente da Irish Land League, organização que ajudava os trabalhadores mais humildes, teve uma ideia brilhante: que todos os trabalhadores cortassem qualquer tipo de prestação de serviço a ele. Ficou sem receber cartas, sem comida e sem quem trabalhasse em suas terras. O nome desse capitão era Charles Cunninghan Boyccot. Para a posteridade nos legou a palavra "boicote" e o mau exemplo de sua truculência.

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3. Carpaccio - Não, o pintor italiano Vittore Carpaccio (1465-1525) não inventou o carpaccio. De fato, viveu quatro século antes que o chef veneziano Giuseppe Cipriani cortasse algumas lâminas finas de carne em 1950 para uma condessa que os médicos haviam receitado comer carne crua. O prato se fez famoso na Itália. O nome foi dado pelo próprio chef que lembrou das tonalidades que usava Vittore Carpaccio em suas pinturas.

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4. Bungavília - O explorador Louis Antoinne de Boungaiville (1729-1811) percorreu o mundo inteiro. Descobriu uma ilha que hoje leva seu nome e participou da Guerra de Independência dos EUA. Mas se hoje seu sobrenome é recordado devido ao fato de que levou do Brasil para a Europa uma planta trepadora que fez enorme sucesso no Velho Continente. Um grande reconhecimento para um jardineiro apaixonado como ele foi.

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5. Nicotina - Jean Nicot (1530-1600) foi um diplomata francês que viajou a Portugal para negociar o matrimônio entre Margarita de Valois (de seis anos de idade) com Sebastião de Portugal (com cinco anos de idade). Não houve acordo e nem pegou bem na nobreza portuguesa tal proposta. Mas um comerciante que tinha acabado de chegar da América lhe deu de presente algo desconhecido: sementes de tabaco. Jean Nicot plantou as sementes. Em pouco tempo enviou um pouco de tabaco em pó para Catalina de Médici, rainha da França entre 1547 a 1559. Contam que com o tabaco a rainha conseguia curar as enxaquecas de seu filho. A planat entrou na moda em toda a nobreza da França e um par de séculos depois, levava seu nome: nicotina.



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