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24/01/2017 07:15

Papa Francisco glorifica a mulher paraguaia

Mário Sérgio Lorenzetto
Papa Francisco glorifica a mulher paraguaia

O jornal espanhol "El País" entrevistou longamente o Papa Francisco na semana passada. O Papa teceu considerações sobre a posse de Donald Trump e sobre os novos tempos de crise que nos faz tender pela escolha de “salvadores da pátria". A relação feita pelo Papa foi direta, sem margem para dúvidas - comparou com os tempos da Alemanha que escolheu Adolf Hitler.

Francisco também respondeu a uma indagação sobre a América Latina. Respondeu que o problema da América Latina é o deus dinheiro "e então se cai na política de exclusão muito grande". Ele condenou o liberalismo econômico que está ocorrendo em nossa região. Foi duro. Afirmou que "esta economia mata". "Mata de fome, mata de falta de cultura".

O Papa também tratou do problema da emigração latino americana. "A emigração não é só da África para Lampedusa [na Itália] ou para Lesbos [ilha grega]. A emigração também é desde o Panamá para a fronteira do México com os Estados Unidos. As pessoas emigram buscando. Porque os sistemas liberais não dão possibilidade de trabalho e favorecem delinquências. Na América Latina está o problema dos cartéis de drogas que, sim, existem, porque essa droga é consumida nos Estados Unidos e na Europa".

Ele usa uma palavra argentina para qualificar os maus políticos latino americanos - "cipayos". É aquele que vende a pátria à potencia estrangeira que lhe possa dar mais benefícios. "...a América Latina tem que rearmar-se com formações de políticos que realmente deem a força dos povos".

Concluiu enaltecendo a mulher paraguaia como símbolo da força da mulher latino americana: "Para mim o exemplo maior é o do Paraguai do pós guerra. Perde a guerra da tríplice aliança e o país fica nas mãos das mulheres. E a mulher paraguaia sente que tem de levantar o país, defender a fé, defender sua cultura e defender sua língua, e conseguiu. A mulher paraguaia não é cipaya, defendeu o seu. A custa que fosse, mas o defendeu, e repovoou o país. Para mim é a mulher mais gloriosa da América. Esse é um caso de uma atitude que não se entregou. Há heroicidade".

Papa Francisco glorifica a mulher paraguaia

 

 

Caviar, um produto difícil e valorizado

A produção de caviar, que antes era retirada do esturjão selvagem, com o tempo desapareceu por causa da pesca predatória, da poluição e da proibição da união europeia da pesca desse peixe. A Rússia, que sempre foi a grande produtora de caviar, chegou a deter 90% do mercado mundial, viu a França e a Espanha conquistarem espaços com suas fazendas de esturjão.

A criação desse peixe é bastante complexa. Para produzir caviar o peixe só pode ser fêmea e velha. Para dificultar ainda mais, só é possível saber o sexo do esturjão após o terceiro ano de seu nascimento. No terceiro ano detectam o sexo e os machos são descartados. As fazendas são apenas de fêmeas.

Desde o nascimento até a retirada do caviar são necessários 7 anos. Esse prazo é válido para o caviar de fazendas. Para o selvagem, que países fora da Europa pescam, é mais do dobro.

Durante o desenvolvimento do peixe controla-se tudo, o mais difícil é manter a gélida água diariamente, pois o esturjão é peixe de águas geladas. Após 7 anos, retira-se um quilo de caviar do ventre do peixe, algo como 10% de seu peso. Caso não atenda aos desejados 10%, a fazenda tem de aguardar mais dois anos para outra tentativa.

A coleta é realizada entre setembro e março, meses mais frios. As ovas retiradas do peixe passam por uma peneira especial para separá-las das membranas que as envolvem. Em seguida, são salgadas, classificadas e passam por um processo de "envelhecimento", como se o caviar fosse vinho. Ficam em torno de 8 meses na geladeira.

Os chefs dizem que desde a coleta até ser levado à boca do consumidor, o caviar só pode manuseado com colheres de plástico ou de porcelana. Colher de qualquer metal oxida o caviar. Um quilo de caviar chega a custar 1.000 euros, aproximadamente R$ 3.600. Muito caro, mas sua produção é altamente especializada e morosa.

Papa Francisco glorifica a mulher paraguaia

Bottarga, o "caviar brasileiro".

Bottarga, é ova em italiano. é uma alternativa ao caviar russo, francês, espanhol ou iraniano. Tem preço bem mais acessível e pode ser "made in Brazil".

A Bottarga é uma iguaria histórica do sul da Itália. Trata-se de ovas de tainha desidratadas. Como na Itália, a tainha é um peixe comum em centenas de rios brasileiros. O litoral catarinense domina a produção da bottarga nacional, que denominam caviar, por descuido ou desinformação dos outros Estados. A produção é bem mais simples que das ovas de esturjão.



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