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16/04/2018 07:32

Pediatras em casa: o mito dos mucos e catarros infantis

Mário Sérgio Lorenzetto
Pediatras em casa: o mito dos mucos e catarros infantis

A maioria dos pais, graças ao Google, adquiriu um diploma de médico sem estudo. São os pediatras caseiros. Os pais com filhos nas escolas e pré-escolas, se acostumaram a ver seus filhos, durante grande parte das aulas, com muco escorrendo do nariz. Não em vão, o habitual é que uma criança na escola se contagie de uns 10 a 12 "catarros" - gripes e resfriados - especialmente no inverno. Não é incomum termos uma criança com até 200 dias no ano com catarro.
Mas há um mito muito sedimentado, arraigado no cérebro dos adultos: a balela da cor do catarro. Enquanto a criança tem uma torneirinha escorrendo no nariz com um muco transparente, raríssimos pais se preocuparão. Todavia, o alarme desperta quando esse mico ou catarro sai de uma aparência aquosa e transparente para um amarelo- esverdeado e viscoso. Levam a criança ao pediatra rapidamente.
O muco é uma primeira barreira de defesa de nosso organismo. Em sua composição há leucócitos (células brancas sanguíneas), que segregam uma enzima que se chama peroxidasse e serve para eliminar vírus e bactérias. Esta enzima, entre outros efeitos, oxida o ferro, o que provoca a mudança de cor do muco de transparente ao amarelo e, deste, ao verde. É algo parecido ao que ocorre com hematomas depois de um golpe. Por isso, a mudança de cor do catarro não deve preocupar os pais-pediatras sem estudo.
Compondo esse mito, os pais também pedem aos verdadeiros pediatras que recitem antibiótico para combater essas mudanças na viscosidade e dor do catarro infantil.
Alguns médicos acreditam que essa é uma pratica herdada da medicina dos adultos, já que para eles a suspeita de sinusite - febre, dor de cabeça, dor nos seios paranasais e muco verde - garante a prescrição de antibiótico. A maioria das vezes, uma criança é atacada nas vias respiratórias por vírus e não por bactérias, o que torna proibitiva a receita de antibiótico.
Também é comum os médicos não terem tempo para explicar à exaustão - só a exaustão pode começar a resolver- aos pais que vírus não sofrem com antibióticos. Daí decorre os postos e clínicas se encherem de país e crianças, implorando por uma "receitinha de antibiótico, pelo amor de Deus". As secretarias de saúde nada fazem para combater o mito. E ele estrangula a capacidade dos médicos. Um ciclo eterno.

Pediatras em casa: o mito dos mucos e catarros infantis

Zankyou: o casamento na era digital.

A internet apoderou-se de nossos dias e tornou o mundo extraordinariamente pequeno. Mesmo aquele dia especial, em que duas pessoas se comprometem a buscar a felicidade conjugal, já têm seu espaço na rede digital. A facilidade e rapidez com que se reúnem pessoas, mesmo as mais distantes, através da internet, está na origem do Zankyou, um portal internacional de casamentos. Atualmente, o Zankyou é bem mais que mais um simples site, têm um aplicativo, faz propaganda caríssima no Facebook e é visto por 5,5 milhões de pessoas por mês.
O Zankyou se propõe a facilitar todo e qualquer desgaste que os casais venham a ter na preparação e organização do casamento. Organiza a cerimônia - seja qual for a religião - faz convites, resolve a questão do jantar a ser oferecido, acerta o local do "dia do sim" e chega até à organização da viagem de lua de mel. Descobriram uma lacuna no mercado internacional. Nasceu em 2007, e logo se expandiu a oito países.
Os proprietários garantem que no Zankyou é possível encontrar todo o universo do que é o casamento e do que é preciso para organizar uma cerimônia inesquecível e tradicional. Há um grande conjunto de funcionalidades nessa página, que permitem aos nubentes navegar e escolher o que mais desejam para o dia em que unirão os laços.
Há, inclusive, uma lista de presentes eletrônica. Ela permite ao convidados adquirirem os presentes pré-selecionados pelos noivos através do portal ou a realizar o presente com dinheiro. Após o casamento, os noivos podem optar por receber os artigos ou o dinheiro. A lista é personalizada pelos nubentes e não obriga a nenhum compromisso com as lojas.
A partir do Zankyou, os noivos podem criar seu próprio site de casamento. Podem personalizar as imagens com soluções oferecidas pela empresa ou adquirir algumas ferramentas na plataforma. Os convites podem partir daí e, claro, podem ser desenhados ao gosto do futuro casal. Também é possível fazer a gestão da lista de casamento , confirmar as presenças e até organizar as mesas da boda através do site. Também permite criar um álbum de fotos e compartilhar as imagens para downloads. Foi concebido para as classes médias e para os mais afortunados. Todos os fornecedores foram convidados pelo Zankyou e foram devidamente averiguados se atendem aos critérios estabelecidos pelo site. Há uma média de 3.500 fornecedores em cada país. E ainda oferece uma revista online, onde todos os dias são publicados artigos relacionados com a temática do casamento.

Pediatras em casa: o mito dos mucos e catarros infantis

China: como encontrar marido?

Na China, as mulheres seguem sendo vistas comumente como um produto que começa a desvalorizar a partir dos 24 anos, a idade média para casar naquele país. As solteiras que ultrapassam a fronteira dos 24 anos são etiquetadas com o termo pejorativo "sheng nu", literalmente "mulheres deixadas de lado".
O imenso paradoxo é que na China há muitos mais homens que mulheres. A política do filho única imposta entre 1979 e 2015, unida pela tradicional preferência pelos filhos homens, levou a um cenário inimaginável: há 30 milhões de homens que nunca encontrarão uma mulher chinesa para casar. Essa é a grandiosa diferença: há 30 milhões de homens sobrando.
E quem são as "sheng nu"? Por incrível que pareça são as melhor formadas e mais exitosas. E são elas que sofrem a maior pressão familiar e do entorno social por estar solteiras.
Esse caldo de cultura, leva as "sheng nu" a buscar alternativas insólitas, o mais excêntrico são os milhares de cursos de "como encontrar marido?". Nesse asfixiante clima social, algumas dessas empresas se tornaram multimilionárias. Exploram o medo e a solidão de toda uma geração de chinesas. A média da mensalidade desses cursos ronda os R$3.000.
Ainda que essa geração viva com um bem estar material inédito, as tradições pesam em seus ombros. Seus pais e parentes lhes dizem que elas não têm valor algum.



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