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31/07/2019 06:35

Pode transplantar corações de obesos doadores?

Mário Sérgio Lorenzetto
Pode transplantar corações de obesos doadores?

A doença cardíaca é a principal causa de morte no Brasil. Para algumas pessoas com doença cardíaca terminal, um transplante pode salvar sua vida. Infelizmente, no momento, há mais pacientes na lista de transplante do coração do que doadores adequados. Como resultado, metade ou mais dos pacientes na lista de transplante espera mais de um ano para receber o órgão. Alguns morrerão sem nunca ter recebido o transplante necessário.

Pode transplantar corações de obesos doadores?

Tamanho importa no mundo dos transplantes.

Um dado vital, e desconhecido para muitos, no transplante cardíaco é encontrar o órgão com o tamanho adequado para o receptor. Tamanho importa no mundo dos transplantes. Um coração muito pequeno pode não suportar o paciente. Um coração que é muito grande, pode não caber no peito do paciente. O peso têm sido usado por muitos centros de transplante como forma de garantir um bom tamanho entre o doador e o receptor.

Pode transplantar corações de obesos doadores?

A questão da obesidade nos transplantes.

Algo como 20% dos brasileiros pode ser classificado como obeso. Um pouco menos de 10% da população, é classificada na categoria de obesidade grave. Esses números aumentam significativamente todos os anos. Em dez anos, tivemos 60% de crescimento da população obesa.
Muitos centros de transplante cardíaco exigem que os receptores de coração mantenham seu IMC em 35 ou menos. Por outro lado, à medida que o grupo de doadores se torna cada vez mais obesa, passaram a debater entre os cientistas do primeiro mundo a utilização dos corações dos doadores com obesidade, inclusive aqueles com obesidade grave. Acreditam que não podem "desperdiçar" os poucos corações que estão sendo oferecidos pelos doadores.

Pode transplantar corações de obesos doadores?

Cientistas estudam e afirmam que podem usar corações de obesos.

Os cientistas da Universidade da Virgina, nos EUA, desejavam ter certeza de os médicos que realizam os transplantes estavam utilizando todos os corações disponíveis. Levantaram a seguinte indagação: "quais são os resultados para pacientes que recebem um coração de um doador que é super obeso?"
Dos mais de 26.000 transplantes de coração que estudaram, 3,5% eram de doadores super obesos. Eles eram mais velhos e tinham maior probabilidade de ter outros problemas médicos, incluindo diabetes e hipertensão. "Normalmente os médicos acreditam que esse perfil de doador resultariam em mais complicações para o receptor", afirmam os cientistas. No entanto, "a gigantesca amostra estudada, sugere que esse não é o caso", garantem. Complicações - tais como diálise pós operatória, rejeição aguda ou AVC pós operatório - foram as mesmas para pacientes que tiveram um doador magro ou super obeso. E a longo prazo - em dez anos - os resultados também não demonstraram qualquer diferença entre coração doado por um magro ou um super obeso.

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