Suor, uma história fedida, principalmente para as mulheres
Esse é um líquido salino essencial para nossos corpos. Regula nossa temperatura. Ainda que tenha muita importância, adquiriu má fama. Costuma ser inodoro, mas as bactérias o fermentam e torna-se fétido. Também virou, nos últimos anos, um marcador social: homens de academia suados são belos, mulheres não. Os ricos não suam, os pobres tem verdadeiras cataratas nas axilas. Por que o suor ficou estigmatizado?
Adorado pelos egípcios, odiado na revolução industrial.
Para os egípcios, o suor tinha o cheiro da flor de lótus. Esta flor representa o deus Ra. Assim, o suor tinha uma conexão com seu principal deus. Tudo mudou com o Gênesis bíblico. “Ganharás o pão com o suor de teu rosto”, a frase bíblica, deu a partida para o suor mal visto. Na revolução industrial, o quadro piorou. Tornou-se o sinônimo da exploração do trabalho. Na história do pecado original econômico alguns não necessitavam suar para comer o pão. Era o que o rico retirava do corpo do trabalhador.
O desodorante nosso de cada dia.
Uma jovem norte-americana percebeu a importância do suor. Edna Murphey da Filadélfia, criou, no final do século XIX, o primeiro desodorante. Mas o produto foi retirado do mercado pouco depois. Outro norte-americano, de nome Jules Montenier, cinquenta anos depois, patenteou o desodorante que foi para as prateleiras por longo tempo. Desde sua origem, o desodorante vem sendo associado ao câncer de mama, mas não há evidência cientifica alguma que corrobore essa acusação. Há dois tipos de desodorante. O mais antigo simplesmente bloqueia a produção do liquido salino; o mais novo, inibe a ação das bactérias na fermentação do suor.
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