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    com Manoel Afonso


31/01/2014 13:40

"O Governo é o problema!"

Manoel Afonso

ILUSÕES Em ano de eleições presidenciais aumentam as manifestações na mídia sobre o papel do Estado na vida do cidadão. Impressiona a parcela considerável que enxerga o Governo como o grande paizão, o provedor inesgotável.

EQUÍVOCO De todas a frases sobre a questão, a melhor vem de Ronald Reagan ao confessar: “ não espere que a solução venha do Governo. O Governo é que o problema”. Imagine se um presidente brasileiro teria coragem de reconhecer isso!

OBSERVE: No Brasil e demais países da America Latina, os governantes apresentam na teoria um Estado organizado e competente. Desta forma desobrigam a sociedade de pensar, aprimorar e buscar a participação efetiva de cada um no processo.

PATERNALISMO A acomodação nas classes sociais menos favorecidas é crescente. Seus integrantes – beneficiários dos programas sociais – cada vez mais crentes de que ao Estado cabe decidir ou zelar pelas suas vidas e futuro. Beleza pura!

PROBLEMAS Reagan não estava equivocado quando tornou pública sua opinião. O Estado gasta mal porque acostumou-se a arrecadar muito e o gerenciamento não tem a objetividade e o pragmatismo sempre presentes na iniciativa privada.

OBSERVEM: Qualquer governo sempre encontra ou inventa uma necessidade qualquer (um buraco) para gastar o dinheiro que recebe. Daí passa a falsa imagem de que estaria gastando criteriosamente, investindo em prol da população.

REFERÊNCIAS O pai é a bússola para os filhos. Aqui o Estado ‘paizão’ influencia também no comportamento de boa parte da população, que gasta muito e não poupa. Ambos se equivalem em termos de ‘dívida interna’. Ambos inconsequentes.

A PROPÓSITO Como priorizar gastos fantástico em Cuba com tantos pepinos aqui! Copa/Olimpíadas eram indispensáveis? No 6º lugar de IDH contra o 70º do Brasil, a Suécia abriu mão das Olimpíadas de Inverno em 2022. Errados eles?

CONCLUSÃO Ganhe quem ganhar, é preciso dar um basta ou repensar o papel do Estado, cada vez mais gordo, lento e paternalista. As reformas que FHC, Lula e Dilma não fizeram precisam ser realizadas. Ninguém aguenta mais tantos impostos.

ENCRUZILHADA Após passar pelo PDS, PTB, PL – no 5º mandato – por 10 anos presidindo a C.CJ.R e 8 anos a C.A.E.O o deputado Arroyo, caso não seja indicado ao TCE - poderá não disputar a reeleição. Quem o conhece diz: não é blefe.

DR. ODILON Um bom sujeito. Mas o tempo se encarregará de lapidá-lo como exige o cenário político e seus velhos atores. Também verá: tudo que tenha lido sobre a política ainda é muito pouco diante da realidade às vezes cruel, às vezes irônica.

PENSANDO BEM... O cargo de Secretário de Estado iria acrescentar-lhe o que em termos de conquista pessoal? No fundo, no fundo seria ‘xerife’ ao estilo Tuma? Se está querendo tranquilidade não pode errar ao escolher o caminho ou porta.

ESCUTAR... Políticos falam mais que ouvem. Acham que é o caminho para vencer. Conheço poucos que optaram por ouvir: José Ancelmo é um deles. Sua candidatura à AL é viável, em bases sólidas e com espaço disponível também no Bolsão.

PERFIL Conta muito. Nos cargos que ocupou Zé Ancelmo sempre agregou pela postura simples, relação fácil sem estrelismo. A opção pelo PSB é interessante e mostra seu olhar experiente na análise do nosso futuro quadro partidário.

PARTIDO A sua escolha conta muito. Já vimos muitos casos de candidatos com potencial, mas que acabaram prejudicados pela sigla/coligação. Partidos grandes, considerados pesados, são perigosos às pretensões de iniciantes.

DÚVIDAS Embora seja o melhor e único candidato do PT para disputar o governo, Delcídio sofre uma espécie de policiamento dentro do partido. Zeca e seus seguidores cobram necessidade de aval do diretório nas decisões do senador.

ESTRATÉGIA Zeca não quer perder o espaço no PT e bate na tecla: o vice do senador deve ser ligado aos movimentos sociais. Primeiro quer assegurar sua eleição e depois garantir a participação de seu grupo do PT num eventual futuro governo.

SINAIS: Primeiro foi a resistência interna ao convite do senador ao Giroto para ser o vice. Segundo foi no episódio do juiz Odilon, onde aliados de Zeca arrepiaram por conta das notórias divergências entre o magistrado e o ex-governador.

PORTANTO Nem tudo são flores no PT. Há preconceito com alianças/coligações com alguns partidos devido ao temor de se perder espaço. Mas aqui fica a pergunta: os votos seriam hoje por mérito pessoal e carisma de Delcídio ou ainda do PT?

DELCÍDIO Para alguns observadores, ele teria construído ao longo dos anos uma boa relação suprapartidária com lideranças; quebrou velhas resistências ao estigma petista. Em sua campanha pesariam mais sua pessoa e estilo do que o partido?

RISCOS Difícil dizer quem se elege no PT para a Câmara . Mas Vander e Biffi estão em vantagem pela atuação com suas emendas em dezenas de cidades. Zeca já percebeu e se não reverter logo com crescimento, poderá ficar fora inclusive.

DINAMISMO Na política nunca houve tanto. Quem está atento as manifestações na internet percebe a tendência. Portanto, candidato que dormir em cima de louros poderá ter uma desagradável surpresa. É preciso ficar ligado 24 horas por dia.

Como pode um presidente não ser um bom ator?” (Ronald Reagan)

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Repito... o problema de um pais não é um governo cobrando muitos impostos. Em muitos paises de Europa, o exemplo Suecia inclusive, os impostos estão na mesma faixa de 40% do PIB que aqui. A diferença é como o governo gasta (e como não!). Se o governo, como la em Suecia, gasta bem, como um bom pai de familia mantendo as contas em dia e sempre visando ampliar o patrimônio familiar, o pais inteiro ganha. Só quando o governo gasta com corrupção, burrocracia, leis com muitas brechas, legislativo e judiciario caros demais, é que a situação se complica!
 
Marcos da Silva em 07/02/2014 14:04:55
E lembrando que no Brasil, este governo que aí está, tirou mais de trinta milhões de pessoas da miséria nos últimos 8 anos. A economia melhorou como um todo, embora aeroportos e shoppings lotados incomodem arrivistas e madames, outrora acostumados com certa exclusividade de acesso.
 
Eduardo Figueiredo em 04/02/2014 16:29:21
E por falar em países com estados "pequenos" temos alguns bons exemplos por aqui: Paraguai e Bolívia. Em qualquer um deles a carga tributária é irrisória e inexistem programas sociais, educação, segurança, saúde, etc... O resultado: alguns poucos ricos e muita, muita gente miserável.
Quem acredita que "totalmente livre" o capitalismo distribui bondades ou é cego, tolo ou os dois...
 
Eduardo Figueiredo em 04/02/2014 16:25:55
Como se sabe (ou deveriam saber, ao menos!) Reagan quase levou seu pais ao desastre financeiro, elevando o déficit da maior potência mundial a níveis estratosféricos. Não é o melhor governante para se tirar conselhos. De resto, segue a miopia conservadora desta coluna.
 
Eduardo Figueiredo em 04/02/2014 16:23:02
Acho que o problema hoje é que não existe mais o coletivo, os políticos pensam em enriquecer e ponto. Ninguem mais pensa no bem da população, se alguma coisa é feita para o bem coletivo, pode apostar que a pessoa que fez tá querendo alguma coisa, seja hoje, seja amanhã, ele vai querer algo em reconhecimento pelo que fez. Os politicos lutam pelo aumento do salário e das regalias que eles recebem, lutam por passagens aéreas, por mais funcionarios no próprio gabinete, pela troca dos carros oficiais, enfim, lutam para o enriquecimento próprio. E não é só político não, hoje em dia, nas classes mais pobres ainda existe um pensamento coletivo, desde que não prejudique o autor do pensamento, nas classes mais altas, o pensamento é o mesmo dos políticos, meu mundo é meu umbigo.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 04/02/2014 13:28:22
Estado mínimo. Liberalismo econômico já. Chega de Estado-babá!
 
Ivan ilitch em 04/02/2014 07:35:42
Ótimo artigo, o governo gigante sempre acha que pode tudo desde cuidar da saúde até de portos, aeroportos...conclusão não consegue e temos serviços péssimos ! Reformas já !!
 
LUIZ ASLAN em 02/02/2014 11:12:45
O ex-presidente Ronald Reagan declarou que o governo gasta muito e gasta mal, isto, em se falando de um país onde a iniciativa privada é de uma solidez centenária, conquistada com muito trabalho e perseverança. Imaginem nos países da America Latina, onde o paternalismo e a corrupção sempre imperaram; onde os tentáculos dos órgãos fiscalizadores atingem apenas políticos adversários, isto após longos anos de recursos judiciais que acabam perdendo a eficácia das leis. Difícil é tentar mudar éssa maléfica cultura política que prejudica o crescimento economico dos paises em desenvolvimento.
 
bene rodrigues costa em 02/02/2014 08:51:46
Perfeito em sua análise. Quanto ao governo federal, o cabresto foi colocado direitinho no povo "das bolsas", e sendo maioria da população brasileira, o que fazer?
 
marcia maria em 31/01/2014 16:55:20
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