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AGOSTO, SEGUNDA  10    CAMPO GRANDE 31º

Manoel Afonso

Amplavisão

Por Manoel Afonso | 25/02/2011 11:29

PÉS NO CHÃO “Só vou agir após a reunião do plenário do STF de 13 de março. A súmula do TSE em 2007 prevê a vaga ao partido.” Assim Youssif encerrou o papo que tivemos sobre a questão da vaga aberta pela licença de Marun.

CAUTELA A postura do diretório do PMDB é independente do Governo, que quer evitar problemas futuros com o PSDB. André vem se mantendo longe da questão para evitar arestas, já que a polêmica será decidida na Justiça.

O PROBLEMA Os tribunais superiores tem interpretações discutíveis sobre leis de cunho político-eleitoral. As dúvidas: os efeitos da coligação terminam com a eleição? A vaga seria do partido ou estaria vinculada à coligação partidária?

MARUN Versátil. Debatedor entusiasta! Seu estilo inconfundível na tribuna chama a atenção e atrai a participação dos colegas de parlamento. Por tudo isso, mais uma vez, a licença dele é vista como um lamentável desfalque.

RAUL FREIXES Não absorveu a derrota onde perdeu para ele próprio. Na TV. critica os políticos e “esquece” das condenações por improbidade que barraram sua candidatura à AL. em 2010. Menos Rauzito...menos, “please...”

APLAUSOS aos novos deputados que debutaram na tribuna da AL. Cada qual com seu estilo, mas dentro do padrão compatível com o nível do parlamento. Mas todos eles, estão “anos luz” à frente do Artuzi quando estreou e deixou a Casa.

O TEMPO de “figurinhas folclóricas” na AL. já passou. O tipo espalhafatoso e demagogo, metido a diferente só para aparecer na mídia, perdeu o espaço para aqueles que passam confiabilidade através da imagem e postura.

EX-DEPUTADO Gaeta – que agora é sitiante em Nobres (MT) telefonando para o seu contemporâneo Valdomiro Gonçalves. Na pauta do papo, as perspectivas de aumento de sua aposentadoria na AL. É... continua aquele mesmo!

LONDRES Bem ao seu estilo discreto fortaleceu o PR emplacando Paulo Corrêa na Secretaria, enquanto Arroyo deve ficar com a presidência da cobiçada CCJ. Na política nem sempre quem fala muito acaba levando vantagem. Não é?

ACORDA! Tem gente sonhando num rompimento de André e Nelsinho. O projeto do prefeito em se fortalecer politicamente passa pela eleição de seu sucessor. Aí entra o que se chama de habilidade e competência nos bastidores.

NO EPISÓDIO dos shows da Expogrande, presenciei a fala de Nelsinho que amainou o exaltado Chico Maia, retirando-o da condição de negociador. O melhor: demonstrou conhecer os caminhos para a solução pacífica do problema.

NA FILA Quem não quer ser o vice de um bom candidato à prefeito da capital?Diante da possibilidade de várias candidaturas, as especulações já começaram. Mas vice deve ter prestígio nas urnas ou pelo menos muito dinheiro.

É FÁCIL pegar carona gratuíta de um bom candidato à prefeito. O passado é cheio de exemplos clássicos. Mas após a vitória nas urnas, o difícil mesmo é convencer o vice de que ele tem apenas expectativa de direito. Complicado.

SEM HIPOCRISIA! Nesta polêmica da pensão dos ex-governadores de MS., não há que condenar aqueles que preencham as condições legais para recebê-la. Há sim um falso moralismo no ar, como se todos nós tivéssemos direito a beatificação.

OS TUCANOS guaicurus precisam encontrar um discurso próprio para os próximos embates eleitorais. Parecem sofrer os efeitos da postura indecisa da desunida direção nacional, que ainda não assimilou a derrota de Serra.

FALA-SE na candidatura tucana à prefeitura da capital. Mas ela não pode vir solitária. Precisa vir acompanhada de gente nova, de ações e propostas que empolguem ou ao menos motivem a reavaliação do quadro eleitoral.

PERGUNTO: como atrair novas lideranças? Onde é que o partido está forte em nosso Estado? Essa imagem de fiel aliado (mero coadjuvante?) do PMDB acaba despersonalizando o partido aos olhos do eleitor. Ou não?

PENSO que o PSDB precisa exorcizar seus fantasmas (Serra, FHC e Cia), reavaliar sua conduta, sair do divã e ir para a rua urgentemente. Um partido se faz com atitudes claras e gente disposta a sair da sombra e conversar com o povo.

REELEIÇÃO, suplente de senador, voto facultativo, prazo dos mandatos e candidatura avulsa na pauta da comissão reforma política do Senado. Mas os deputados não aceitam essas regras ditadas pelo Senado e aí... a novela deve continuar.

LEITOR questiona o alto preço da gasolina quando se diz que somos exportadores deste produto e auto-suficientes na produção de petróleo. A Petrobras é a tal nas propagandas, mas na prática não favorece nosso bolso.

TAKIMOTO lembrou na tribuna da AL que os envolvidos do episódio de Dourados estão soltos. O cidadão comum indaga: “que justiça é essa? Só para ladrão de galinha”? Como acreditar que pobres e ricos são iguais perante a lei?

PONTO FINAL: A volta de Athayde Neri enriqueceu substancialmente o debate na Câmara da capital. Vibrante sem agredir, conduz o raciocínio equilibrando-se entre defesa da razões e o bom senso, próprio dos democratas.