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    com Manoel Afonso


30/09/2016 17:20

Eleições – mais dúvidas do que certezas

Manoel Afonso

NITROGLICERINA Em tese, as campanhas eleitorais não deveriam se transformar em inquisição; mas, quando as questões discutidas envolvem dignidade de candidatos, acendem as fogueiras. É assim aqui, nas cidades do interior, na Europa ou nos ‘States’.

‘SEM GRAÇA’ A campanha lembrou a chuva de verão. Rápida. Nem música para marcar o candidato! Longe de exigir uma canção do porte de ‘Homem de Miranda’ do Renato Teixeira , mas uma polca ou chamamé teria caído bem. No 2º turno? Talvez.

FRUSTRAÇÃO É o sentimento dominante na maioria dos telespectadores devido ao contexto político. Difícil saber até onde o debate influenciará. O curioso no debate: não se falou sobre o reajuste do IPTU 2017. ‘Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come’.

ENFIM... O eleitor de Campo Grande está resignado com esse estoque de candidatos. As comparações com postulantes de pleitos anteriores são cruéis. Pelo menos fica a certeza: o próximo prefeito ficará só 4 anos. E será que a sociedade aprenderá a lição?

PROJEÇÕES Indicariam eleições no 2º turno com maiores chances para Marcos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB). Escaldado pelo pleito de 2012, o cenário recomenda cautela, inclusive quanto às chances dos postulantes. Primeiro, veremos o que o 1º turno nos revelará.

MARRUÁ Aos 78 anos de idade, o ex-deputado estadual Akira Otsubo é candidato a vice-prefeito de Bataguassu; dirige uma emissora de rádio e uma mercearia na cidade – o que lhe obriga a viajar semanalmente à Jales ou Presidente Prudente (SP) na boleia de um caminhão para fazer compras. Mais: ainda ajuda os empregados no cultivo da horta.

RAÇA No passado, sem mandato, Akira atuava como frentista no seu posto de combustíveis na capital, ali na Avenida Mato Grosso. Os filhos dizem ser impossível freá-lo tamanha sua invejável disposição; isso após superar um câncer recente. É mole?

DE CAMAROTE Prefeito de Naviraí entre 1989/92, o deputado estadual Onevan de Matos (PSDB) não apoia nenhum dos candidatos à prefeito da cidade. E justifica: “ jamais tive apoio político dos prefeitos da minha cidade. Só apoiarei os postulantes à vereança.”

COXIM: Leite Schimdt, Moacir Khol e Junior Mochi são as referências. Para o deputado estadual Jr. Mochi, o prefeito Aluízio São José, pela formação e postura, comandará em breve essa a liderança através de uma cadeira na Assembleia Legislativa. É esperar.

‘IMAGEM’ Não se pode reclamar da aparência dos candidatos em suas propagandas. A tecnologia usada nas fotos varre as rugas, esconde as cicatrizes, embranquece os dentes e suaviza as expressões. Detalhes que talvez influenciem na luta pelo voto.

REFLEXÃO Às vezes o eleitor nem se manifesta, mas percebe-se um sentimento crítico quanto ao número de candidatos à prefeito da capital e o despreparo da maioria deles para o exercício do cargo. O entusiasmo natural de antes deu lugar ao ceticismo.

PROPOSTAS São genéricas, sem amparo em aspectos técnicos que possam passar credibilidade e segurança ao eleitor. Isso tem ficado evidente nas entrevistas e debates. É a teoria também pertinente aqui: não se pode confundir quantidade com qualidade.

ADMINISTRAR uma cidade exige mais que boas intenções. É preciso ter equipe e plano de governo. Um exemplo é o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP); não preencheu todos os cargos de comando. Ora! O improviso é inadmissível na administração pública.

QUESTÕES Os candidatos sabem da real situação financeira de suas cidades? Quanto se gasta com o funcionalismo e qual percentual já comprometido? A máquina pública é diferente da iniciativa particular; é atrelada as normas e carimbos da velha burocracia.

A PROPÓSITO Não houve esse tipo de abordagem em todos os debates de candidatos a prefeito mostrados na mídia. Até parece um assunto desinteressante do ponto de vista eleitoral, ou quem sabe proibido - por ser complexo e exigir intimidade com a matéria.

PARÂMETROS Será que o eleitor pensa na sua cidade como um todo? Afinal, é nela que vive e sonha. Não deve se postar como um mero morador alienado ou transitório. Afinal, somos a cara da nossa cidade, nosso bairro, nossa rua e nossa casa inclusive.

O OLHAR do eleitor tem o caráter meramente paroquial. As questões nacionais são irrelevantes, mas podem servir de referência positiva como a ‘Lava Jato’ no combate a corrupção. Mas no fundo mesmo, o eleitor está visando o seu bem estar. E nada mais.

EXCEÇÕES Ficariam por conta dos candidatos do PT ou abençoados pelo por ele. Segundo o IBOPE, de 26 capitais pesquisadas, apenas em Rio Branco (AC) o PT estaria liderando. Redutos petistas tradicionais pagando o preço pelos escândalos na mídia.

AS NOTÍCIAS mostraram. O ex- presidente Lula percorreu o Norte e Nordeste para prestigiar seus candidatos e o cenário não melhorou. A ex-presidente Dilma declarou apoio público para alguns candidatos e eles pioraram nas pesquisas. E agora?

O BOLSO pode estar pesando na decisão do eleitor. Se a situação não é como antes, as perspectivas para 2017 não são muito animadoras. Quem está desempregado ou devendo, não está feliz. E aí pode demonstrar isso nas urnas, ou até se abster de votar.

LEMBRETE aos prefeitos que entregarão o cargo em breve. A responsabilidade por eventuais irregularidades não cessa com o fim do mandato. O Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas da União não toleram a política da ‘terra arrasada’.

“Mamãe, eu quero, mamãe eu quero mamar. Mamãe, eu quero mamar...”. (Carmem Miranda)

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