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Direto das Ruas

Com suspeita de aneurisma e AVC, mulher aguarda transferência há mais de 24h

Família afirma que paciente de 42 anos está em jejum e espera vaga hospitalar na UPA Coronel Antonino

Por Kamila Alcântara | 19/07/2026 15:29
Com suspeita de aneurisma e AVC, mulher aguarda transferência há mais de 24h
Paciente está desde a última sexta-feora (17) na UPA Vila Almeida esperando por transferência (Foto: Direto das Ruas)

Uma mulher de 42 anos aguarda há mais de 24 horas por uma transferência hospitalar após receber diagnóstico de aneurisma cerebral e AVC (acidente vascular cerebral), segundo relato de familiares. Ela está internada na área amarela da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande.

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Mulher de 62 anos aguarda há mais de 24 horas por transferência hospitalar na UPA Vila Almeida, em Campo Grande, após diagnóstico de aneurisma cerebral e AVC. A família relata que ela foi medicada e liberada na primeira consulta, sem exames de imagem. Após retornar com os mesmos sintomas, foi solicitada vaga no sistema estadual de regulação. A paciente permanece em jejum total e sem previsão de transferência para hospital especializado.

De acordo com a família, ela procurou atendimento médico pela primeira vez na sexta-feira (17), após apresentar fortes dores de cabeça e tontura. Na ocasião, teria sido medicada e liberada para casa sem passar por exame de imagem.

Com a continuidade dos sintomas, ela retornou à unidade no dia seguinte. Conforme os parentes, exames apontaram o quadro neurológico e foi solicitada uma vaga para transferência, possivelmente para a Santa Casa ou outro hospital com atendimento especializado.

A família afirma que, até a manhã deste domingo (19), a paciente continuava na UPA, sem previsão de transferência. O marido da paciente relata que foi informado de que o pedido está inserido no sistema estadual de regulação e depende da disponibilidade de leito.

Ela permanece em jejum total, sem poder ingerir água ou alimentos. Familiares também alegam que o soro não estaria sendo administrado corretamente e que havia sangue próximo ao acesso venoso.

“Ela é uma mulher nova e está passando por isso. Meu sogro e os filhos dela estão todos desesperados. Se o quadro é tão grave, ela precisa de uma atenção melhor e de avaliação de um neurologista”, disse uma das noras, que preferiu não se identificar.

O caso chegou ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para confirmar o diagnóstico, o pedido de transferência e as condições de atendimento.

Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) respondeu somente que cumpre a  Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais  e o princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, por isso, não fornece informações individualizadas sobre pacientes à imprensa ou a terceiros, ainda que de forma indireta.

"As informações são repassadas exclusivamente ao próprio paciente ou ao seu responsável legal, por meios seguros e dentro dos critérios legais vigentes".

Posteriormente, cerca de três horas depois da reportagem ser publicada, a família informou que a paciente conseguiu a transferência para o hospital.

Matéria editada às 6h de 20 de julho para acréscimo de informação