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Capital

Diante de mais uma crise, prefeitura deve passar R$ 4 milhões à Santa Casa

Hospital suspendeu cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais por falta de insumos e médicos

Por Jhefferson Gamarra | 03/09/2026 12:35
Diante de mais uma crise, prefeitura deve passar R$ 4 milhões à Santa Casa
Reunião com representantes da Sesau, SES e gestores do maior hospital do Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Sesau)

A Santa Casa de Campo Grande voltou a suspender cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais devido a dificuldades relacionadas à disponibilidade de insumos e à composição das equipes médicas. Diante da redução dos serviços, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) iniciou uma força-tarefa para buscar alternativas e anunciou um aporte emergencial de R$ 4 milhões para auxiliar o hospital na compra de insumos.

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A Santa Casa de Campo Grande suspendeu cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais por falta de insumos e problemas nas equipes médicas. A Secretaria Municipal de Saúde anunciou repasse emergencial de R$ 4 milhões para recompor estoques. Prefeitura, Estado e hospital formaram força-tarefa com reuniões diárias para monitorar a situação. Outros hospitais do SUS podem ampliar atendimentos temporariamente. Urgências e emergências seguem sendo atendidas normalmente.

O hospital informou à Sesau sobre a redução dos atendimentos e passou a priorizar os casos de urgência e emergência. A medida mobilizou equipes técnicas e de contratos da secretaria, que começaram a avaliar alternativas para reduzir os efeitos da restrição sobre os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde ).

Em menos de 24 horas após o recebimento do comunicado, representantes da Sesau, da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e da Santa Casa se reuniram nesta quinta-feira (3), no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, para discutir medidas emergenciais diante do cenário.

Como resultado do encontro, foi definido o repasse pontual de R$ 4 milhões para a aquisição de insumos destinados a auxiliar o hospital neste momento. O dinheiro deve ser disponibilizado nos próximos dias, depois da formalização e assinatura do termo aditivo necessário para efetivar o repasse.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a atuação da pasta busca conciliar a responsabilidade na utilização dos recursos públicos com a necessidade de manter a assistência aos pacientes.

“Em uma situação como essa, nossa prioridade é proteger o usuário do SUS. Estamos trabalhando de forma integrada, com diálogo, planejamento e responsabilidade, para encontrar soluções que garantam a continuidade da assistência. O aporte emergencial é uma medida concreta, mas precisamos também olhar para toda a rede, reorganizar o que for necessário e utilizar cada recurso da saúde onde ele possa produzir o maior benefício para a população”, afirmou.

Reuniões diárias - Além do repasse emergencial, Prefeitura, Estado e Santa Casa decidiram criar uma força-tarefa com reuniões técnicas diárias. A proposta é acompanhar de maneira contínua a situação do hospital, avaliando os serviços oferecidos, os recursos disponíveis e as necessidades consideradas mais urgentes.

Entre os pontos que serão analisados está a organização dos leitos e dos serviços atualmente mantidos pela Santa Casa. Também será avaliada a possibilidade de redistribuição de recursos e, quando necessário, a contratação de determinados serviços em outros prestadores.

O objetivo é evitar que a redução temporária da capacidade da Santa Casa provoque uma sobrecarga ainda maior em outros pontos da rede pública.

O superintendente de Atenção Especializada e Urgência à Saúde (SAEUS), Yama Higa, afirmou que o acompanhamento diário permitirá analisar cada serviço e identificar alternativas para reduzir os impactos na assistência.

“Precisamos avançar dentro dos recursos disponíveis, avaliando o que pode ser reorganizado e quais medidas podem produzir maior impacto na assistência”, disse.

Outros hospitais podem ampliar atendimento - Paralelamente às tratativas com a Santa Casa, a Sesau também iniciou conversas com outras instituições hospitalares contratualizadas pelo SUS. A intenção é verificar a possibilidade de ampliação excepcional de vagas e da capacidade de atendimento.

A medida é considerada temporária e busca garantir alternativas para os pacientes enquanto a Santa Casa trabalha para solucionar os problemas relacionados à contratação e à composição das equipes médicas.

A secretaria informou ainda que acompanha a execução dos serviços previstos nos contratos e que, diante de alterações na oferta de atendimento, adota as providências necessárias para assegurar a continuidade da assistência aos usuários do SUS.

A suspensão das cirurgias eletivas e dos atendimentos ambulatoriais não significa, portanto, interrupção completa das atividades do hospital. Neste momento, a instituição mantém a prioridade para os casos de urgência e emergência, enquanto as três frentes (Prefeitura, Estado e Santa Casa) avaliam medidas para restabelecer e reorganizar os demais serviços.