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Capital

Motorista que atingiu e matou motociclista ficará em prisão domiciliar

Com CNH suspensa, idosa de 64 anos dirigia veículo que acertou moto de Anália Alves Bandeira

Por Ana Paula Chuva e Victória Costacurta | 03/09/2026 11:49


RESUMO

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Motorista que matou motociclista em Campo Grande usará tornozeleira eletrônica por 180 dias. Suely Aparecida Silva dos Santos, de 64 anos, dirigia com CNH suspensa quando atingiu Anália Alves Bandeira, de 43 anos, que estava parada no semáforo da Avenida Gunter Hans. A perícia não encontrou marcas de frenagem. A ré responderá por homicídio culposo em prisão domiciliar. O juiz também proibiu a idosa de vender seu imóvel.

A motorista que atingiu e matou motociclista na tarde de quarta-feira na Avenida Gunter Hans usará tornozeleira eletrônica. Vídeo gravado por câmeras de segurança mostra o exato momento em que Anália Alves Bandeira, de 43 anos, é prensada entre um carro e um caminhão, no Bairro Tijuca, em Campo Grande. A motorista do carro de passeio, Suely Aparecida Silva dos Santos, de 64 anos, dirigia com a CNH suspensa e acabou presa em flagrante.

Suely passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira. Ela responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por 180 dias. O juiz José Henrique Kaster Franco determinou a apreensão do veículo e proibiu a idosa de vender a residência em que mora no Aero Rancho.

O acidente aconteceu no final da tarde. No vídeo é possível ver que Anália estava parada no semáforo vermelho com sua motocicleta, posicionada logo atrás de um caminhão. A condutora do Chevrolet Prisma vinha no mesmo sentido e atinge a traseira da moto sem desacelerar, prensando a vítima contra a estrutura do caminhão. Anália sofreu ferimentos graves e morreu no local antes do atendimento dos bombeiros.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Perícia constatou no local que não havia marcas de frenagem na pista. O teste no sistema de freios do Prisma apontou funcionamento normal, o que indica falta de atenção e desrespeito à distância de segurança por parte da condutora. Dentro do carro, os peritos apreenderam uma receita do analgésico. O condutor do caminhão fez o teste do bafômetro, que resultou negativo.

Logo após a colisão, Suely entrou em estado de choque e precisou ser socorrida sob escolta policial para a UPA Leblon com suspeita de infarto. Após receber alta na madrugada de quinta-feira (3), ela foi levada para a Depac Cepol.

Na delegacia, a checagem ao sistema Infoseg confirmou que a habilitação de Suely está suspensa. O delegado Willian Rodrigues ratificou a prisão em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a majorante por conduzir sem permissão ou habilitação. Como a condutora já possui histórico de prisão por dirigir sob efeito de álcool, a autoridade policial negou a fiança e representou ao Poder Judiciário pela fixação de fiança cumulada com monitoramento eletrônico.

Em depoimento ao delegado William Rodrigues de Oliveira Júnior, Suely alegou que o sol atrapalhou sua visão no momento em que colidiu na traseira do caminhão.

Motorista que atingiu e matou motociclista ficará em prisão domiciliar
Marca de sangue no asfalto onde ocorreu acidente com morte (Foto: Juliano Almeida)

"O sol estava incomodando e atrapalhou a minha visão. O caminhão e a moto frearam muito rápido, de repente, e eu não consegui parar", disse a idosa.

Ela ainda afirmou que estava sem dirigir há algum tempo e negou ter sido presa por embriaguez em 2020. Segundo ela, naquele ano ela esteve na delegacia, passou por audiência de custódia e foi liberada. A motorista também negou tomar medicação e disse que o remédio encontrado em seu carro era porque esteve internada e havia saído do hospital.