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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

11/09/2018 15:07

Em tratamento contra o câncer, Marta apela por remédio que a mantém viva

Pela segunda vez, Marta Luzia teme ficar sem o único remédio que ajudou no tratamento contra o câncer

Geisy Garnes
Marta durante tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)Marta durante tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)

Pela segunda vez, Marta Luzia Santos Martins, de 30 anos, sente o medo de não ver chegar o remédio que a mantém viva. Diagnosticada com câncer de mama com metástase hepática, ou seja, quando a doença se espalha para o fígado, ela luta para conseguir pelo sistema público de saúde o medicamento Kadcyla.

Marta descobriu o câncer de mama em 2016. No fim do ano passado, o diagnóstico mostrou que a doença havia se espalhado e atacado também o fígado. Após cinco quimioterapias com medicamentos diferentes, só o Kadcyla apresentou resultados e ajudou na insuficiência hepática grave causada pelo câncer.

Sem conseguir auxílio doença, a família começou a luta pelo tratamento. Em fevereiro, Marta entrou com pedido, em tutela de urgência, para que o medicamento fosse fornecido pelo Governo do Estado. O juiz aceitou e o Estado recorreu. Mais uma vez, a justiça foi a favor da paciente. Em abril, ela recebeu o remédio.

“Cada dose do remédio custa R$ 16 mil, eu preciso tomar 12 doses, uma a cada 21 dias. Na primeira vez eles liberaram nove, tomo a última agora dia 25. Quando fui buscar as outras nove me falam que está em processo de compra. Eles só falam que está em processo de compra, mas é mentira”, contou.

“A primeira vez o médico me deu 10 dias de vida sem o remédio. Eu estava morrendo e dessa vez estão fazendo a mesma coisa. To desesperada, tenho dois filhos pequenos que precisam de mim”, contou Marta, que é mãe de dois meninos de 5 e 10 anos. Com medo de se ver mais uma vez sem o remédio, a paciente pretende recorrer mais uma vez a justiça. “Vou procurar a defensoria de novo”.

Ao Campo Grande News, a SES (Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul) afirmou que a paciente retirou em 21 de abril às doses para seis meses, o “suficiente para continuar o tratamento até final de outubro” e garantiu que a compra para continuidade do tratamento “está empenhada e com o devido trâmite licitatórios”.



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