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Direto das Ruas

Moradores vão à Justiça para garantir permanência de “Frajola” em condomínio

Animal, que vive há 4 anos no local, está sendo ameaçado de "despejo"

Por Jhefferson Gamarra | 02/08/2021 16:05
Frajola chegou filhote e já vive no residencial há 4 anos. (Foto: Direto das Ruas)
Frajola chegou filhote e já vive no residencial há 4 anos. (Foto: Direto das Ruas)

Grupo de moradores de um condomínio localizado no Bairro Tiradentes, entrou com uma ação na Justiça para garantir que um gato, que não tem dono específico, mas que é alimentado e cuidado por todos, continue frequentando e “morando” nas dependências do residencial.

De acordo com o estudante de direito, Pablo Chaves, 26 anos, que juntamente com a mãe decidiu ajuizar a ação, “Frajola”, como foi batizado o gato, chegou ao condomínio há cerca de 4 anos e desde então, passou a ser o mascote dos moradores, recebendo todos os cuidados necessários.

"O gato está no condomínio há 4 anos, a maioria dos moradores cuidam, alimentam, aplicam as vacinas. Ele é castrado e está devidamente chipado e cadastrado no CCZ como animal comunitário, agora o síndico está querendo retirar o animal do condomínio de qualquer maneira”, informou o morador.

No processo, protocolado na 11ª vara do juizado especial central de Campo Grande, assinado pelo adogado Carlos Henrique Justino, os autores alegam que apesar do animal ser dócil, alguns moradores "abominam o animal e ameaçaram matar o gato envenenado". Inclusive, um vizinho teria soltado um rojão na direção no do animal, em 2020.

Certificado de registro do bichano como animal comunitário no CCZ. (Foto: Direto das Ruas)
Certificado de registro do bichano como animal comunitário no CCZ. (Foto: Direto das Ruas)

O animal está, inclusive, cadastrado no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, como animal comunitário, baseado na Lei Complementar Municipal nº 395/2020, que garante a permanência de um animal sem dono especifico, em algumas localidades sob a responsabilidade de um tutor.

“Ele vive solto, é muito dócil e muito carinhoso. Chegou aqui pequenininho e brinca com todo mundo, está tão adaptado que se tirarem daqui, é capaz dele voltar sozinho. Todo mundo ajuda com comida, remédio e vacinas. No condomínio, tem 25 animais cadastrados, entre pássaros, gatos e cachorros. Porque ele não pode ficar aqui?”, questiona a professora universitária Tânia Freitas, 60 anos, que defende a permanência do Frajola no condomínio.

O sindico responsável pelo condomínio foi procurado para se manifestar sobre a retirada do animal, mas até a publicação da matéria não houve retorno. Uma reunião para decidir sobre a permanência do animal nas dependências do residencial está pautada para o dia 11 de agosto.



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