Motorista é multado em Dourados enquanto trabalhava em Campo Grande
Registro de ponto comprova expediente; PRF orienta recurso e admite possível erro de leitura
Um autônomo de 27 anos procurou a reportagem após receber uma notificação de infração da PRF (Polícia Rodoviária Federal) por excesso de velocidade na BR-163, em Dourados. O problema, segundo ele, é que nunca esteve na cidade e afirma que, no horário indicado na multa, estava trabalhando em Campo Grande.
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Para reforçar a versão, o trabalhador apresentou à reportagem o registro de ponto, que indica que ele estava no serviço no momento em que a infração foi registrada, às 23h17 do dia 7 de junho.
Ao conferir a imagem anexada ao auto de infração, ele diz ter percebido que o veículo fotografado não seria um Fiat Cronos, como consta na notificação, mas sim uma motocicleta. A placa, segundo ele, é semelhante à do seu carro.
"Quando a carta chegou, achei que pudesse ser algum engano. Mas olhando a foto com atenção, vi que nem parece ser o meu carro. Fiquei sem saber o que pensar. Minha dúvida é se clonaram a placa ou se houve algum erro na leitura", relata.
Agora, ele busca esclarecer o que ocorreu e saber quais medidas deve tomar para cancelar a autuação, caso seja comprovado que não era o veículo dele.
Procurada pela reportagem, a Polícia Rodoviária Federal informou que o caso pode ter sido provocado por um erro na leitura da placa ou no processamento da imagem registrada pelo radar.
A orientação é que o motorista apresente recurso contra a autuação. Ele pode fazer o procedimento presencialmente em uma unidade da PRF ou on-line, por meio do SEI (Sistema Eletrônico de Informações), após o cadastro como usuário externo.
Caso haja suspeita de clonagem de placa, a PRF também recomenda o registro de boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo a corporação, durante a análise do recurso, se forem identificados indícios de adulteração ou outro crime envolvendo o veículo, as equipes da PRF podem acionar policiais da região onde a infração foi registrada para localizar o automóvel e verificar os sinais identificadores, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de clonagem.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


