Neta vai homenagear avó que morreu há 40 anos e encontra túmulo destruído
Cláudia gastou R$ 4 mil na reforma da capela no ano passado e viu vidros, porta e oratório danificados
O que seria um momento de homenagem aos familiares que já morreram terminou em tristeza e indignação para a família da empresária Cláudia Miyasato. Durante uma visita ontem, para limpeza do túmulo da avó, no Cemitério do Cruzeiro, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, ela o encontrou destruído. A capela havia passado por uma reforma de R$ 4 mil no ano passado.
RESUMO
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O empresário Luciano Toledo, namorado de Claudia, acompanhou a visita e denunciou a situação ao Campo Grande News. Segundo ele, o casal percorreu cemitérios da Capital para limpar os túmulos, trocar os arranjos de flores, acender velas e prestar homenagens aos familiares e no Cruzeiro, onde a matriarca está enterrada há 40 anos, a situação foi de muita tristeza.
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No Parque das Primaveras, visitaram os túmulos de parentes, entre eles os pais de Luciano e o pai de Claudia. A visita ao Cemitério do Cruzeiro, onde estão sepultadas a mãe e a avó da empresária, revelou os estragos.
A família encontrou a capela com vidros quebrados, porta danificada e objetos destruídos. O oratório de madeira, que guardava fotografias e cartas deixadas por familiares, também sofreu danos. "Foi gasto dinheiro para reformar o túmulo que parece uma capelinha, porta, vidraças, oratório com fotos do ente que já se foi, cartas de familiares, tudo quebrado, destruído, vandalismo puro", relatou Luciano.
Segundo o empresário, a reforma ocorreu no ano passado e incluiu a troca das vidraças, pintura, instalação de porta e construção de um oratório de madeira. O serviço custou aproximadamente R$ 4 mil.
A escolha do Cemitério do Cruzeiro para o sepultamento da avó de Claudia foi um pedido da própria família, de origem japonesa, por causa da possibilidade de construir uma pequena capela sobre o túmulo. Diferentemente do Parque das Primaveras, onde as sepulturas possuem lápides no chão, o local permite esse tipo de estrutura.
Luciano afirmou que a família não sabe quando ocorreram os danos, já que só descobriu a situação durante a visita de domingo. "Não temos ideia, porque só descobrimos quando fomos lá para limpar, abrir e trocar os arranjos de flores", explicou.
O empresário também reclama das condições de conservação do cemitério. Segundo ele, outras sepulturas apresentam sinais de depredação, principalmente aquelas que possuem capelas.
"Uma situação muito grave e triste o que acontece naquele cemitério. Pode-se notar que é um lugar abandonado, porque a maioria dos túmulos está nessa situação, depredada, vandalizada ou arrombada", afirmou.
Luciano destacou que a capela da família fica a aproximadamente 50 metros do portão de entrada, o que aumentou sua preocupação com as condições das sepulturas mais afastadas. "Todas as que têm capelinha estão com algum tipo de depredação. Estão quebrando tudo atrás de algo de valor, e a maioria não tem nada", relatou.
Para ele, os danos indicam que pessoas entram nas estruturas à procura de objetos de valor. A família também reclama da falta de comunicação sobre as condições da sepultura por parte do cemitério.
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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


