ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
NOVEMBRO, SEGUNDA  02    CAMPO GRANDE 24º

Direto das Ruas

Neta vai homenagear avó que morreu há 40 anos e encontra túmulo destruído

Cláudia gastou R$ 4 mil na reforma da capela no ano passado e viu vidros, porta e oratório danificados

Por Lucia Morel | 02/11/2026 18:00

O que seria um momento de homenagem aos familiares que já morreram terminou em tristeza e indignação para a família da empresária Cláudia Miyasato. Durante uma visita ontem, para limpeza do túmulo da avó, no Cemitério do Cruzeiro, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, ela o encontrou destruído. A capela havia passado por uma reforma de R$ 4 mil no ano passado.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A família da empresária Claudia Miyasato encontrou destruída a capela do túmulo da avó, no Cemitério do Cruzeiro, em Campo Grande, durante visita de limpeza no domingo. Vidros quebrados, porta danificada e oratório de madeira com fotos e cartas depredado foram identificados. A reforma, de cerca de R$ 4 mil, havia sido feita no ano passado. O namorado dela, Luciano Toledo, denunciou o abandono do local e a depredação de outras capelas, e disse que a família não foi avisada pelo cemitério.

O empresário Luciano Toledo, namorado de Claudia, acompanhou a visita e denunciou a situação ao Campo Grande News. Segundo ele, o casal percorreu cemitérios da Capital para limpar os túmulos, trocar os arranjos de flores, acender velas e prestar homenagens aos familiares e no Cruzeiro, onde a matriarca está enterrada há 40 anos, a situação foi de muita tristeza.

No Parque das Primaveras, visitaram os túmulos de parentes, entre eles os pais de Luciano e o pai de Claudia. A visita ao Cemitério do Cruzeiro, onde estão sepultadas a mãe e a avó da empresária, revelou os estragos.

A família encontrou a capela com vidros quebrados, porta danificada e objetos destruídos. O oratório de madeira, que guardava fotografias e cartas deixadas por familiares, também sofreu danos. "Foi gasto dinheiro para reformar o túmulo que parece uma capelinha, porta, vidraças, oratório com fotos do ente que já se foi, cartas de familiares, tudo quebrado, destruído, vandalismo puro", relatou Luciano.

Neta vai homenagear avó que morreu há 40 anos e encontra túmulo destruído
Imagem mostra túmulo antes da reforma do ano passado. (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo o empresário, a reforma ocorreu no ano passado e incluiu a troca das vidraças, pintura, instalação de porta e construção de um oratório de madeira. O serviço custou aproximadamente R$ 4 mil.

A escolha do Cemitério do Cruzeiro para o sepultamento da avó de Claudia foi um pedido da própria família, de origem japonesa, por causa da possibilidade de construir uma pequena capela sobre o túmulo. Diferentemente do Parque das Primaveras, onde as sepulturas possuem lápides no chão, o local permite esse tipo de estrutura.

Luciano afirmou que a família não sabe quando ocorreram os danos, já que só descobriu a situação durante a visita de domingo. "Não temos ideia, porque só descobrimos quando fomos lá para limpar, abrir e trocar os arranjos de flores", explicou.

O empresário também reclama das condições de conservação do cemitério. Segundo ele, outras sepulturas apresentam sinais de depredação, principalmente aquelas que possuem capelas.

"Uma situação muito grave e triste o que acontece naquele cemitério. Pode-se notar que é um lugar abandonado, porque a maioria dos túmulos está nessa situação, depredada, vandalizada ou arrombada", afirmou.

Luciano destacou que a capela da família fica a aproximadamente 50 metros do portão de entrada, o que aumentou sua preocupação com as condições das sepulturas mais afastadas. "Todas as que têm capelinha estão com algum tipo de depredação. Estão quebrando tudo atrás de algo de valor, e a maioria não tem nada", relatou.

Para ele, os danos indicam que pessoas entram nas estruturas à procura de objetos de valor. A família também reclama da falta de comunicação sobre as condições da sepultura por parte do cemitério.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.