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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

20/09/2018 12:07

Pela segunda vez, mãe aciona polícia após filha voltar ferida de Ceinf

Segundo ela, na quarta-feira (19), criança de dois anos e seis meses voltou com ferimento de queimadura na região do abdômen

Izabela Sanchez
Mãe afirma que criança apresentou ferimentos depois de chegar do Ceinf (Direto das Ruas)Mãe afirma que criança apresentou ferimentos depois de chegar do Ceinf (Direto das Ruas)

Pela segunda vez, uma cabeleireira de 38 anos procurou a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para denunciar maus-tratos que, segundo ela, foram sofridos pela filha no Ceinf (Centro de Educação Infantil) Ipiranga, em Campo Grande. Segundo a mãe, a criança relata que foi vítima de uma professora.

O primeiro boletim foi registrado no dia 29 de agosto. A mãe explicou que foi dar banho na filha e a criança se queixou de dores e apresentava lesão e vermelhidão no órgão genital. A criança foi ouvida nesse dia, com ajuda de uma psicóloga, e segundo a reportagem apurou, teria afirmado que a professora passou uma pomada na parte íntima.

Nesta quinta-feira (20), a cabeleireira voltou a procurar a polícia. Dessa vez o motivo é uma queimadura. A mãe foi buscar a criança na tarde de ontem e, novamente no banho, percebeu a lesão, que foi confirmada por uma profissional médica na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Almeida.

“Ontem assim que peguei ela da creche fui em casa, fui lavar ela e coloquei ela de pé e vi na barriguinha dela aquele monte de bolha. Perguntei pra ele e ela disse que foi choque, a tia da creche que deu um choque nela”, contou.

A mulher foi até o Ceinf novamente, mas no local, reclama do comportamento da diretora, que segundo ela, é de “deboche”. Segundo ela, a criança indica um nome de uma professora e a diretora afirma apenas que não existe esse profissional no local.

“A médica mandou esse papel, ficou muito indignada, isso é óbvio que é queimadura. Falou pra eu não deixar isso impune. Ela foi queimada sim”, complementa. Nessa manhã a mãe foi novamente ao Centro de Educação e dessa vez chamou a polícia, e a Guarda Municipal foi até o local.

“Aí cheguei lá ela falou assim pra mim: ‘sinto muito, mas sua filha já chegou aqui assim’. Aí liguei para polícia. Quem me prova que ela não tirou tudo que tinha que machucasse as crianças”, afirma.

A Semed (Secretaria Municipal de Saúde) foi acionada e informou que irá emitir posicionamento no início da tarde.

A DPCA abriu inquérito para apurar o caso. Os nomes não são divulgados para preservar a criança, como prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em casos de maus-tratos.

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