Sem água há mais de 10 horas, escola municipal cancela aula e moradores reclamam
Residentes relatam que o problema é recorrente e que a queda de energia afeta o fornecimento
Moradores do distrito de Anhanduí, em Campo Grande, enfrentaram mais um episódio de falta de água nesta terça-feira (7), situação que levou à suspensão das aulas no período vespertino na Escola Municipal Isauro Bento Nogueira. A interrupção no abastecimento ocorre após queda de energia registrada ainda na segunda-feira (6) e, segundo relatos, já se estendia por cerca de 19 horas.
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Moradores do distrito de Anhanduí, em Campo Grande, ficaram cerca de 19 horas sem água após queda de energia na segunda-feira (6), o que levou à suspensão das aulas vespertinas na Escola Municipal Isauro Bento Nogueira. Moradores relatam que o problema é recorrente e está ligado às falhas no fornecimento de energia. A Águas Guariroba confirmou a falha elétrica e orientou a população ao consumo consciente até a normalização.
De acordo com a moradora Vitória Luciana Brito da Silva, de 25 anos, a falta de água é recorrente e, na maioria das vezes, está associada às quedas de energia. “Já está contabilizando desde que acabou a água ontem, às 16h30, aproximadamente 19 horas sem água. Mas essa não é a primeira vez. Nosso problema aqui é recorrente”, afirmou.
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Ela relata que, mesmo quando a energia é restabelecida, o abastecimento demora a voltar, especialmente em regiões mais altas do distrito. “A água já foi ligada na bomba, mas para subir até a minha região demora mais de uma hora. Quem está na parte baixa já está com água, mas eu ainda estou sem”, disse.
A situação impactou diretamente a rotina escolar. Em comunicado enviado a pais e responsáveis, a direção da Escola Municipal Isauro Bento Nogueira informou que não haverá aula presencial para os alunos no período vespertino por falta de água.
Em vídeo, a moradora mostra armazenamento de água em caixas d'água e baldes durante a chuva e relata que, devido à falta de água no distrito, terá que tomar banho com a água da chuva, já que precisará guardar a pouca água potável até o retorno do abastecimento.
"Eu fui notificada hoje pelos agentes de saúde por causa da epidemia de dengue e chikungunya, por causa da caixa que estava com água, porém não tem o que fazer. Se a gente não armazena a água a gente fica sem porque o abastecimento de água aqui é precário, acaba a luz e já acaba a água", desabafa a moradora.
Outro morador, o designer gráfico Paulo Henrique dos Santos, de 27 anos, afirma que os problemas são frequentes desde o início do ano. “Se fosse fazer um levantamento, são dezenas de quedas de energia e, consequentemente, de água".
O designer relata que no mês de março, o distrito ficou 30 horas sem água, e mesmo quando a energia volta, o abastecimento demora horas para normalizar. De acordo com Paulo Henrique, a prefeitura está ciente da situação, e o gerente distrital tem reclamado sobre as falhas recorrentes diretamente com as empresas, mas também em uma audiência pública realizada no mês passado.
Em nota, a concessionária Águas Guariroba informou que uma falha no sistema elétrico afetou pontualmente o abastecimento no distrito e que a concessionária de energia foi acionada. Segundo a empresa, após a retomada, pode haver baixa pressão na rede até a normalização completa do sistema.
"Diante do tempo que o sistema de abastecimento de água leva para retomar a distribuição, pode ocorrer baixa pressão da água em alguns bairros do distrito. É recomendado que os moradores pratiquem consumo consciente", destacou o comunicado.
A concessionária também afirmou que segue disponível pelos canais de atendimento oficiais, o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) e WhatsApp 0800 642 0115, o site e o aplicativo Águas APP.
A reportagem também procurou a concessionária de energia responsável pelo fornecimento no distrito, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

