Após 3 anos de alta, aluguel em Campo Grande cai 4,36% em 2025
Em dezembro do ano passado, o valor médio da locação de imóveis ficou em R$ 31,74 por metro quadrado
Depois de 3 anos consecutivos de forte valorização, o mercado de aluguel residencial em Campo Grande fechou 2025 em queda. Dados do Índice FipeZAP divulgados nesta quinta-feira (15) mostram que os preços recuaram 4,36% no acumulado de 12 meses, interrompendo o ciclo de altas iniciado em 2022.
RESUMO
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O mercado de aluguel residencial em Campo Grande registrou queda de 4,36% em 2025, segundo o Índice FipeZAP, interrompendo um ciclo de três anos consecutivos de valorização. Entre 2022 e 2024, os preços acumularam alta superior a 60%, com aumentos anuais expressivos de 14,24%, 22,25% e 26,55%, respectivamente. O valor médio do aluguel em dezembro de 2025 ficou em R$ 31,74 por metro quadrado. O Jardim dos Estados manteve-se como o bairro mais valorizado, com metro quadrado a R$ 92,80, enquanto Rita Vieira e Tiradentes apresentaram variação positiva. Já o Centro registrou queda de 5,9%, com preço médio de R$ 18,80 por metro quadrado.
Conforme o levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em 2022, os aluguéis na Capital subiram 14,24%. No ano seguinte, a alta foi ainda maior, 22,25%. E em 2024, Campo Grande teve um dos maiores aumentos do país, com valorização acumulada de 26,55%. Somados, os três anos resultaram em avanço superior a 60% nos preços da locação residencial.
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Já em dezembro de 2025, o valor médio do aluguel ficou em R$ 31,74 por metro quadrado, com base em 336 anúncios analisados. Apenas no último mês do ano, a queda foi de 4,73%, indicando perda de fôlego do mercado principalmente no segundo semestre, sendo de 4,36% em comparação com os três anos anteriores.
A sequência de aumentos registrada entre 2022 e 2024 colocou Campo Grande entre as capitais com maior encarecimento do aluguel no país, superando a inflação e o crescimento da renda média das famílias. No ano passado, no entanto, o cenário começou a mudar, com ajuste de preços diante da limitação da capacidade de pagamento dos inquilinos e do aumento da oferta de imóveis para locação.
A desaceleração também se reflete na rentabilidade do investimento imobiliário. O chamado rental yield - indicador que mede o retorno anual do aluguel em relação ao valor do imóvel - fechou dezembro em 5,45% ao ano, abaixo dos patamares observados durante o pico de valorização.
Diferenças entre bairros
Apesar da queda no valor médio, o comportamento dos preços não foi uniforme entre as regiões da cidade. O Jardim dos Estados segue como o bairro com o metro quadrado mais caro para locação, chegando a R$ 92,80 em dezembro. Rita Vieira e Tiradentes apresentaram variação positiva no acumulado de 12 meses (R$ 35,10 e R$ 31,50, respectivamente).
No Centro, a queda foi de 5,9%, terminando o ano com preço médio de locação por metro quadrado em R$ 18,80. Em Pioneiros e São Francisco, também houve queda nos valores médios, encerrando 2025 com R$ 29,2 e R$ 29,8 por metro quadrado, respectivamente.
Inflação
Entre 2022 e 2024, os preços dos aluguéis na Capital avançaram muito acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), inflação oficial medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e também do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), índice tradicionalmente usado para reajuste de contratos.
Em 2022, a alta foi de 14,24%; em 2023, chegou a 22,25%; e em 2024, atingiu 26,55%, colocando Campo Grande entre as capitais com maior encarecimento do aluguel no país.
No acumulado dos três anos, a valorização superou 60%, enquanto a inflação oficial no período foi significativamente menor, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias que dependem do mercado de locação.
No ano passado, de acordo com o levantamento, o cenário mudou. Enquanto o IPCA voltou a ficar em torno do centro da meta e o IGP-M acumulou variação baixa e até negativa em parte do ano, os aluguéis em Campo Grande passaram a registrar quedas, sobretudo no segundo semestre.
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