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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/08/2013 17:29

Após "boom", moradores reclamam do atraso em receber casa própria

Bruno Chaves e Luciana Brazil
Ana Cláudia comprou casa da Homex em 2011 e até hoje mora com a mãe (Foto: Pedro Peralta)Ana Cláudia comprou casa da Homex em 2011 e até hoje mora com a mãe (Foto: Pedro Peralta)

Nos últimos anos, Campo Grande vive um "boom" imobiliário. Diversas construtoras começaram a se instalar na cidade e oferecer apartamentos a preços acessíveis, por meio do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, que facilita o financiamento da primeira casa própria. Diversos campo-grandenses se animaram com as facilidades e as compras começaram a se multiplicar.

Como as unidades são vendidas “na planta”, muitas construtoras não conseguiram cumprir os prazos de entrega e frustraram seus clientes. Muitos deles recorreram à Justiça para encontrar soluções para os conflitos.

A construtora que mais registrou problemas com os compradores da Capital foi a mexicana Homex, que vendeu diversas unidades de seus residências, não conseguiu cumprir a entrega, deu sinal de falência e teve o dinheiro bloqueado pela Caixa Econômica Federal.

Para contornar a situação, a instituição financeira precisou acionar o seguro da construção, tomar o canteiro de obras e escolher outra construtora para terminar as edificações que foram iniciadas. Pelo menos 270 unidades, que foram vendidas e não entregues, serão terminadas até dezembro de 2013, afirmou a Caixa.

A professora Ana Claudia Nantes, de 35 anos, é uma das clientes da Homex que se sentem lesadas por causa do atraso na entrega do apartamento. Ela contou que firmou contrato de compra de uma unidade do Residencial Varandas do Campo, que fica no bairro Paulo Coelho Machado, em outubro de 2011. A entrega, programada para outubro de 2012, ainda não aconteceu.

“O financiamento foi de R$ 82 mil. Desde janeiro pago um valor de R$ 272 referentes aos juros do financiamento e a espera já vai completar um ano”, explica. “Minha parte eu fiz, eu paguei e fiquei sonhado com minha casa. Eles fizeram uma propaganda enganosa”, emendou Ana.

Agora, a expectativa da professora é de receber a casa até o fim do ano. “A Caixa já entrou em contato comigo e garantiu que vai fazer a entrega. Fiquei mais tranquila porque eles [Caixa] passaram mais confiança”, afirma.

Homex deu sinal de falência e não conseguiu concluir as três mil casas prometidas para Campo Grande (Foto: Cleber Gellio)Homex deu sinal de falência e não conseguiu concluir as três mil casas prometidas para Campo Grande (Foto: Cleber Gellio)

Outra construtora que também recebe inúmeras denúncias é a MRV. As reclamações vão além do atraso nas obras. Clientes que aguardam há 640 dias por imóveis que deveriam estar prontos em 2011 revelam irregularidades nos contratos, como clausulas abusivas e corretagem.

Por causa disso, no dia 24 de agosto, eles prometem fazer o primeiro ato contra o descaso e atraso nas obras da MRV. A manifestação, organizado pelo Facebook, está programada para acontecer na Praça do Rádio Clube, às 8h30.

Desde 2011, o engenheiro Rafael Rezende, 29 anos, espera pelo apartamento que comprou, mas ainda não pode morar. “Eu casei em junho de 2011 e o apartamento deveria ficar pronto em outubro. Desde então, estou morando com tudo improvisado. Os móveis estão todos encaixados ainda”.

Das três ações abertas contra a empresa, Rafael já ganhou uma. “Tem um processo contra o atraso, um contra irregularidades no contrato. E tem a ação da corretagem, que eu já ganhei. Eles (MRV) contratam uma empresa para intermediar a venda do imóvel e quer que a gente pague essa empresa. Essa ação eu ganhei e fui ressarcido em R$ 8 mil, valor que eu paguei para a venda casada, como eles chamam”.

Morando de aluguel até hoje, Rafael se revolta com a situação. “É um absurdo. Quero ser ressarcido por danos morais e materiais”, afirma. O engenheiro também diz que há divergências contratuais entre o da construtora e o da Caixa Econômica Federal.

Oficialmente, a construtora não informa os motivos do atraso, segundo os clientes. Mas nas obras, as desculpas são muitas.

O advogado Glauberth Holosbach, 24 anos, que é cliente da MRV e move uma ação contra a empresa, lembra que nas construções até mesmo o boom imobiliário é usado como desculpa para falta de mão de obra.

“Não vi até hoje nenhum comunicado oficial. Mas, extraoficialmente, na obra e até com os corretores, eles dizem várias coisas. Até mesmo a chuva é usada como desculpa”.

O advogado comprou um imóvel no residencial Ciudad de Vigo, no bairro Tiradentes, que deveria ter sido entregue em junho de 2011. “Eles vinculam a entrega da chave para até março de 2014, ou seja, 24 meses depois da assinatura do contrato, ao invés de seguir o prazo limite”, diz Glauberth.

A reportagem entrou em contato com as construtoras para obter informações sobre os empreendimentos da Capital. O diretor comercial da Homex Brasil, Lindomar Ervate, informou que todo o tipo de informação da empresa passa pela diretoria do México antes de ser divulgada.

A construtora prometeu a construção de três mil casas nos residenciais Amoreiras, das Águas, Cuiabás e Bem-Te-Vi, do Varandas do Campo. No entanto, nem a metade foi entregue.

Já a MRV informou que possui seis residenciais em Campo Grande e um foi entregue. No entanto, no site da construtora aparecem apenas quatro empreendimentos: Castelo de Mônaco, Spazio Classique, Parque Ciudad de Vigo e Parque Castelo de Luxemburgo. Desses, apenas o Castelo de Luxemburgo está sinalizado como “pronto”.



Esqueceram de citar a Rossi, ela também não entregou no prazo, tem uma galera esperando!!!
 
Leilane Sá em 21/08/2013 16:36:39
Atenção compradores de imóveis da MRV, está confirmado nossa manifestação no dia 24/08 às 08:30 na praça do rádio, de lá seguiremos para frente do condomínio. venha participar. Acesse nosso grupo no face: https://www.facebook.com/groups/129596753806896/
 
Leandro Vieira em 21/08/2013 09:39:22
MEU PROBLEMA É COM EMPRESA PDG, PROMETERAM MUNDO E FUNDO, PRINCIPALMENTE COM O PRAZO DE ENTREGA E AGORA ESTOU NA ESPERA DE UM ANO DE ATRASO E PRA PIORAR A SITUAÇÃO, NÃO QUEREM MAIS DAR INFORMAÇÕES. VILAGE PARATY ( PDG ).
 
VALDECI JOSE DE MORAES em 21/08/2013 09:21:08
estou na mesmo situação que o rafael, ja estou com uma acão contra a MRV e a corretora sinomete que so enrola a gente.
SR rafael caso você leia este comentário, poderia me add no facebook, talvez a gente pode discutir sobre nossa situação...
 
Johnny Matos em 21/08/2013 09:11:17
Falando em atraso de obra não se pode esquecer da Brookfield, que também iludiu seus clientes
 
Rafael Santos em 21/08/2013 08:43:31
Graças a Deus desisti de comprar um apartamento da MRV. Hoje já comprei minha casa.... Pronta e estou a dias para me mudar. A chave está na minha mão.
Quando me apresentaram a proposta achei interessante, mas depois de pesquisar vendas na planta, vi que não era assim, tão confiável e lindo como os corretores mostravam.
Por isso desisti.
Hoje aqui em Campo Grande são poucas construtoras confiáveis, eu, como consumidora acredito que umas duas ou três... Como a Plaenge por exemplo.
 
Ana Paula França em 21/08/2013 08:16:20
Isso é uma vergonha nacional! As construtoras(maioria) ja vendem as plantas com a intenção de pedir falência logo a frente, com isso o seguro tem de arcar com o restante da obra e os donos das construtoras saem milionários com o dinheiro ganho das vendas! Tudo isso acontece porque estamos no "brasil" e aqui existe lei mas não são cumpridas. Os donos deveriam ter todos os seus bens confiscados pelo MPF e serem leiloados para quitação de seus contratos com os clientes(as leis contra o cliente são exercidas e porque contra a empresa não?). Isso já é palhaçada até um empresa estrangeira vem e se aproveita da legislação incompetente que temos no país!
 
Alexandre de Souza em 20/08/2013 20:32:26
AGORA É A HORA DA VERDADE!...CADÊ A DILMA?...CADÊ O LULA?
 
Paulenir de Barros em 20/08/2013 20:05:47
Por isso nunca comprei nada na planta, não acredito nesse tipo de contrato, acho que só dá dor de cabeça. Se mesmo nos imóveis contruídos já se pode ter problemas com documentação, antigo proprietário, imagina em algo que nem saiu do papel ainda, que depende de financiamentos, de aprovação pelos órgãos públicos, etc. Por mais vantagem econômica que se tenha, é melhor pagar mais caro em um imóvel certo, no final sai mais barato.
Outra coisa, as pessoas ficam dando sinal, fazendo financiamento com construtora, tudo furada, no final, quem vai realmente aprovar e dar o dinheiro é a instituição financeira, é a CEF, por isso, não adianta nada tentar a sorte com sinal, com entrada parcelada, tem que primeiro ir na CEF, porque se ela negar o crédito a pessoa perde o sinal.
 
rafael santos em 20/08/2013 18:17:27
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