Aneel aprova leilão de reserva de capacidade e MS pode entrar na disputa
Estado tem térmicas a gás e grandes hidrelétricas aptas ao certame
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o edital do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, publicado no Diário Oficial da União de sexta-feira (13). O certame vai contratar potência de usinas termelétricas a gás natural, carvão mineral e hidrelétricas, com o objetivo de reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional nos próximos anos.
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, que visa contratar potência de usinas termelétricas e hidrelétricas para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional. Mato Grosso do Sul surge como potencial protagonista devido ao seu parque gerador diversificado. O estado possui matriz energética majoritariamente renovável, com 93,5% da produção proveniente de fontes limpas em 2024. Destaca-se a UTE William Arjona em Campo Grande, mais de 20 usinas de bioeletricidade e grandes hidrelétricas na divisa com São Paulo, como Ilha Solteira e Jupiá.
Embora o edital não mencione estados específicos, Mato Grosso do Sul pode ter participação relevante na disputa. O estado tem um parque gerador diversificado, com destaque para a geração a gás natural, biomassa e energia hídrica, o que o coloca em posição estratégica no cenário nacional.
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No campo das termelétricas, a principal referência é a UTE (Usina Termelétrica) William Arjona, em Campo Grande, movida a gás natural, com capacidade entre 177 e 190 megawatts. A unidade é considerada importante para o suprimento regional e já opera conectada ao sistema nacional.
Além disso, Mato Grosso do Sul se consolidou como um dos principais polos de bioeletricidade do país. Mais de 20 usinas utilizam resíduos da cana-de-açúcar para geração de energia, e o estado ocupa a segunda posição nacional na produção a partir de biomassa.
Empreendimentos industriais também reforçam esse protagonismo. A unidade da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, opera com capacidade de 384 megawatts utilizando licor negro, enquanto a Inpasa, em Sidrolândia, gera 53,1 megawatts a partir de resíduos florestais. Há ainda projetos em andamento que envolvem o uso de biometano, como o da Atvos, em Nova Alvorada do Sul.
A matriz energética sul-mato-grossense é majoritariamente renovável. Em 2024, 93,5% da produção veio de fontes limpas. A geração hídrica lidera, respondendo por cerca de 54,5% da produção estadual, com 8.061 gigawatts-hora gerados no último ano. Grandes usinas localizadas na divisa com São Paulo, como Ilha Solteira, Jupiá e Porto Primavera, compõem parte relevante dessa capacidade instalada, além de dezenas de Pequenas Centrais Hidrelétricas espalhadas pelo estado.
O leilão aprovado pela Aneel não contrata energia para consumo imediato, mas sim disponibilidade de potência para momentos de pico ou escassez, funcionando como uma espécie de seguro do sistema elétrico. Os contratos podem chegar a 15 anos para novas usinas, o que abre espaço para investimentos significativos.
Caso empreendimentos instalados em Mato Grosso do Sul vençam a disputa, o estado pode atrair novos aportes e consolidar sua posição como exportador de energia firme. Mesmo que nenhuma usina local seja contratada, o impacto chega ao consumidor, já que o custo da reserva de capacidade é rateado nacionalmente por meio de encargos incluídos na conta de luz.
Agora, a questão é se o parque gerador sul-mato-grossense conseguirá transformar sua matriz renovável e sua infraestrutura térmica a gás em vantagem competitiva no cenário nacional.
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