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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/02/2009 15:55

Até abril, Petrobras não voltará a importar 100% do gás

Redação

Pelo menos até abril, a Petrobras não pretende retomar o nível diário de importação do gás bolivianode, registrado até antes da crise mundial. A informação foi repassada hoje, na sede administrativa da empresa, no no Rio de Janeiro.

Dos 37 milhões de metros cúbicos dia, a demanda caiu para 30 milhões, mesmo assim, após reivindicação do governo boliviano e de Mato Grosso do Sul, que perderia recuros de ICMS referentes aos gás.

Depois de um recorde de consumo registrado em outubro, quando a demanda diária chegou a 37,8 milhões de metros cúbicos de gás destinado ao segmento não-térmico (que exclui o gasto das termelétricas a gás natural), o consumo nacional caiu nos meses seguintes, devido à crise financeira internacional. Com isso, a Petrobras reduziu de cerca de 30 milhões de metros cúbicos por dia para cerca de 20 milhões a importação do gás boliviano.

Em novembro, o consumo nacional de gás para segmentos como o industrial, o automotivo e o comercial ficou em 35,5 milhões de metros cúbicos diários, caindo para 29,3 milhões em dezembro e para 28,9 milhões de metros cúbicos por dia em janeiro.

As informações foram dadas hoje (10) pela diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao anunciar investimentos de US$ 10,6 bilhões na área entre 2009 e 2013. Ela disse que, apesar da retração, já é possível captar agora em fevereiro um aumento da demanda, embora a média diária ainda esteja em torno de 30 milhões de metros cúbicos por dia.

"O que está acontecendo agora nos últimos meses é previsível e vai acontecer sempre: houve arrefecimento do consumo não-térmico, principalmente o não-industrial em razão da crise e da abundância de chuvas", afirmou Graça Foster. Segundo ela, a Petrobras vem fazendo remanejamentos e segurando a produção nos campos onde o gás não é associado ao petróleo.

Graça Foster disse que a demanda ficará novamente aquecida a partir de abril, quando começa o chamado período seco, e a estatal volta a despachar gás natural com mais intensidade para atender as termelétricas. De acordo com a diretora da Petrobras, esse período vai até novembro.

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