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Economia

Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% pela quinta vez

Decisão seguiu a expectativa do mercado financeiro; Selic está no maior nível desde julho de 2006

Por Gustavo Bonotto | 28/01/2026 18:59
Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% pela quinta vez
Cidadão contabiliza cédulas do real. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

BC (Banco Central) manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta vez seguida, após decisão unânime do Copom (Comitê de Política Monetária), tomada nesta quarta-feira (28), em Brasília (DF).

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O Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, após decisão unânime do Copom nesta quarta-feira. A taxa, que está no maior nível desde julho de 2006, permanece nesse patamar desde junho do ano passado. O Comitê sinalizou possível redução dos juros na próxima reunião, em março, condicionada à confirmação do cenário econômico. O BC destacou resultados positivos no controle da inflação, mas mantém cautela devido a incertezas no ambiente externo e ao aquecimento do mercado de trabalho doméstico.

A decisão seguiu a expectativa do mercado financeiro e manteve a Selic no maior nível desde julho de 2006. A taxa chegou a 15% em junho do ano passado e segue nesse patamar após um ciclo de altas iniciado em setembro de 2024.

No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê indicou a possibilidade de iniciar a redução dos juros na próxima reunião, marcada para março, caso o cenário econômico se confirme. O Copom afirmou que fará os cortes com cautela para garantir a convergência da inflação à meta.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião”, informou o BC, ao reforçar que manterá o nível de restrição necessário para controlar os preços.

A avaliação da autoridade monetária aponta que a estratégia adotada até agora mostrou resultado no controle da inflação. O Banco Central, no entanto, destacou que o ambiente externo segue incerto, com atenção à economia dos Estados Unidos e a fatores geopolíticos.

No cenário interno, o Copom observou sinais de moderação do crescimento econômico, fator que contribui para o controle dos preços. O mercado de trabalho, por outro lado, segue aquecido e mantém pressão inflacionária.

A decisão ocorreu um dia após a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que registrou alta de 0,20% em janeiro, abaixo da previsão do mercado. Em 12 meses, o índice acumulou 4,5%, limite superior da meta contínua de inflação.

A meta perseguida pelo BC é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, dentro do teto da meta.

A reunião ocorreu com o Copom desfalcado, após o fim do mandato dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti, em dezembro de 2025. As indicações dos substitutos devem ocorrer em fevereiro, com a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional.

Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), o mercado projeta que a Selic encerre 2026 em 12,25%. A próxima edição do relatório deve indicar se as projeções mudam após o sinal de corte dado pelo BC.