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Economia

Dólar cai a R$ 5,20 e atinge menor nível desde maio de 2024

Prévia da inflação abaixo das projeções derruba moeda às vésperas da Superquarta

Por Gustavo Bonotto | 27/01/2026 19:19
Dólar cai a R$ 5,20 e atinge menor nível desde maio de 2024
Prévia da inflação abaixo das projeções derruba dólar às vésperas da Superquarta. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O mercado financeiro fez o dólar cair 1,41% nesta terça-feira (27), para R$ 5,20, após a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) abaixo do esperado e diante das expectativas por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A queda ocorreu no mercado brasileiro, enquanto a bolsa subiu e marcou novo recorde.

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O dólar registrou queda de 1,41% nesta terça-feira (27), atingindo R$ 5,20, menor valor desde maio de 2024. A desvalorização ocorreu após divulgação do IPCA abaixo do esperado e expectativas sobre decisões de juros no Brasil e Estados Unidos. No mesmo dia, o Ibovespa alcançou novo recorde, fechando em 181.919 pontos. A prévia da inflação de janeiro subiu 0,20%, abaixo da projeção de 0,22%, acumulando 4,50% em 12 meses. O mercado aguarda decisões do Copom e do Fed na chamada Superquarta, com projeções indicando manutenção das taxas de juros em ambos os países. Tensões geopolíticas e acordos comerciais internacionais também influenciaram o mercado.

A moeda americana atingiu o menor patamar desde maio de 2024. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 1,79% e fechou aos 181.919 pontos, no maior nível da história.

O principal gatilho interno foi a prévia da inflação de janeiro. O índice subiu 0,20%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), abaixo da projeção de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.

Entre os maiores aumentos, apareceram saúde e cuidados pessoais e comunicação. A alimentação voltou a subir, com alta de tomate, batata, frutas e carnes. Leite, arroz e café ficaram mais baratos.

Os preços de transportes caíram, com destaque para passagens aéreas. Medidas de tarifa zero em algumas cidades também ajudaram a reduzir o custo do grupo.

O mercado também reagiu às expectativas pelas decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do banco central estadunidense previstas para quarta-feira, na chamada Superquarta. A projeção indica manutenção das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

O Boletim Focus aponta que a Taxa Selic, que mantém os juros da economia, pode encerrar 2026 em 12,25% ao ano. O patamar atual está em 15% ao ano, o que indica expectativa de início de cortes ainda no primeiro trimestre.

No cenário externo, investidores acompanharam sinais do presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), sobre a escolha do novo comando do Banco Central. O mercado teme pressão política por cortes mais rápidos de juros, o que pode afetar a independência do banco central americano.

Também pesaram tensões geopolíticas e medidas comerciais. Os EUA elevaram tarifas sobre produtos da Coreia do Sul. A China anunciou aproximação com a Rússia para ampliar cooperação.

Em paralelo, União Europeia e Índia fecharam acordo comercial após 20 anos de negociações. O tratado reduz tarifas e amplia o comércio entre as regiões, com impacto potencial sobre o fluxo global de investimentos.

Na semana, o dólar acumula queda de 1,41%. No mês e no ano, a baixa é de 5,16%. O Ibovespa acumula alta de 1,71% na semana e de 12,91% no mês e no ano.