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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

01/02/2014 10:33

Com cenário adverso, indústria de vestuário aposta as fichas na Copa

Zana Zaidan
Indústria de vestuário em MS deve crescer menos que o mercado nacional e abaixo da inflação (Foto: Cleber Gellio)Indústria de vestuário em MS deve crescer menos que o mercado nacional e abaixo da inflação (Foto: Cleber Gellio)

Enquanto as projeções apontam dificuldades para 2014, a indústria de vestuário de Mato Grosso do Sul aposta todas as fichas na Copa do Mundo para crescer acima das expectativas.

A estimativa é que as 381 indústrias do setor movimentem R$ 1,61 bilhão neste ano, faturamento 3% maior que o do ano passado, conforme a Fiems (Federação da Indústria do Estado de MS). Apesar do índice positivo, o crescimento do Estado está abaixo do esperado para o mercado nacional (5%) e inferior à inflação, atualmente na casa dos 6,02%.

“O setor tem passado por um momento difícil. O crescimento em um ano não tem superado muito o do ano anterior”, afirma o presidente do Sindivest/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação), José Francisco Veloso. A justificativa, aponta ele, está na elevada carga tributária. “Temos brigado por uma mudança na tributação, que, se implantada, vai trazer mais competitividade para o setor”, comenta Veloso sobre o RTCC (Regime Tributário Competitivo para Confecção).

Recém-contratado, Márcio aposta nos picos da demanda em maio, véspera da Copa (Foto: Cleber Gellio)Recém-contratado, Márcio aposta nos picos da demanda em maio, véspera da Copa (Foto: Cleber Gellio)

Apesar dos números do mercado, a empresária Juliana Aparecida Fleury, da RU República Universitária, tem razões para ter uma visão mais otimista. Nos primeiros dias de janeiro, cinco funcionários foram contratados para o departamento de confecção. Com a alta demanda, ainda há cinco vagas em aberto, e o cenário não está restrito apenas aos três primeiros meses do ano – quando, tradicionalmente, o setor ganha fôlego com as vendas de uniformes escolares.

“Vamos vir com tudo para a Copa do Mundo, trabalhamos no desenvolvimento de camisetas e bandeiras da seleção. O setor passa por um período excelente, com a ascensão das classes C e D. Nunca se consumiu tanto como agora, então, a demanda pela produção cresce junto e esse ano será maior ainda”, acredita.

 

Cássio passou 17 de 32 anos fabricando roupas (Foto: Cleber Gellio)Cássio passou 17 de 32 anos fabricando roupas (Foto: Cleber Gellio)

Do lado dos 9.246 trabalhadores, a percepção também é animadora. As vagas estão disponíveis também para cargos altos, caso do gerente administrativo Márcio Romão dos Santos, 31 anos, contratado há uma semana. “Cheguei no momento mais puxado para a indústria, quando a produção está a mil. Mas, neste ano em especial, estamos também focados em junho, quando a demanda será enorme”, comemora.

Recém-contratada, a costureira Joidce de Souza, 31 anos, trabalhava com serviços gerais até apostar em um curso de corte e costura. Um mês depois de concluído, ela já estava empregada. “Sempre tive vontade de aprender a costurar. Com o curso a gente aprende a ter uma profissão, com uma carga horária fixa e um salário melhor. Hoje, consigo dar uma vida melhor para os meus dois filhos”, diz Joidce, que já pretende fazer outro curso de qualificação.

Prova da estabilização do setor é a trajetória de Cássio Carlos Lima, 32 anos, que há 17 trabalha também na confecção. “Nasci assim. Meu pai e minha sempre trabalharam com isso, além dos meus quatro irmãos. Gosto do que faço e sei que nunca vou ficar sem emprego, desde que sempre me mantenha atualizado, já que a indústria se reinventa”, conta.

O presidente do sindicato reforça que a qualificação é mesmo um dos fatores que permite a manutenção da indústria têxtil no Estado. “Iniciativas como levar treinamento aos bairros e oferecer cursos gratuitos é que movimentam o setor, que sempre apresentou elevada demanda por novos trabalhadores”, pontua.

Joidce apostou em um curso de qualificação e, menos de um mês depois, foi contratada (Foto: Cleber Gellio)Joidce apostou em um curso de qualificação e, menos de um mês depois, foi contratada (Foto: Cleber Gellio)
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